DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte II: O Cortejo do Imperador na Festa do Divino

Ainda na época do império, a igreja ganhou o título de Capela Imperial e hoje é conhecida por sediar a famosa Festa do Divino, reconhecida como Bem Imaterial de Diamantina.

A Festa do Divino acontece depois da Semana Santa, uma das maiores festas religiosas de Minas Gerais. Os fiéis que integram o Cortejo do Império desfilam fantasiados com incríveis vestimentas da época colonial. A corte imperial é acompanhada por grupos de Congado e Pastorinhas, simbolizando a escolta do Imperador até a Igreja de Nossa Senhora do Amparo.

Há registros de que a Festa do Divino, acontece no antigo Arraial do Tijuco pelo menos desde o século XVIII, sempre vinculada à Capela de Nossa Senhora do Amparo. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte II: O Cortejo do Imperador na Festa do Divino”

OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte II: A imagem do Santo atribuída ao Aleijadinho

São Francisco de Paula é um dos templos mais recentes da cidade, ela foi a última a ser construída no período colonial. Construção iniciada em 1804 e terminada em 1878, ficou inteiramente concluída em 1904. A imagem de São Francisco de Paula que pertence à igreja é atribuída a Aleijadinho.

Miguel Antônio Tregellas era um respeitado marceneiro que possuía uma das maiores oficinas de marcenaria de toda a Província. Seus trabalhos, principalmente castiçais e oratórios, ornamentavam algumas das mais importantes Igrejas de Ouro Preto e outras cidades da região. Ele foi fundador do Liceu de Artes e Ofícios em Ouro Preto e autor dos retábulos laterais desta igreja. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte II: A imagem do Santo atribuída ao Aleijadinho”

DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte I: A Irmandade dos homens pardos no antigo Arraial do Tijuco

A pequena igreja em tons de azul e branco está escondida entre as ruas apertadas de Diamantina. Com torre única no centro e fachada delicadamente decorada com peças de madeira. A Irmandade dos Homens Pardos do Arraial do Tijuco, em 1756 foi autorizada a erigir sua própria capela, dedicada à Nossa Senhora do Amparo. As obras estendidas até 1776, teve seus ornamentos executados pelo artista Silvestre de Almeida Lopes, quem foi membro da ordem.

Ainda na época do império, a igreja recebe o título de Capela Imperial e ostenta na portada um emblema com as armas imperiais. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte I: A Irmandade dos homens pardos no antigo Arraial do Tijuco”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte II: As magnificas pinturas no forro do templo

O início da construção da Igreja de São Francisco de Assis data de 1762. A execução do programa litúrgico-ornamental do seu interior passou a mobilizar os terceiros franciscanos a partir dos fins dos anos 1770, naturalmente sem descuido dos demais aspectos da obra.

Com apenas uma torre lateral e detalhes em cores fortes, a igreja chama a atenção pelo belo interior, onde é possível ver as incríveis pinturas da capela-mor e da sacristia; de José Soares de Araújo e Caetano Luiz de Miranda, dois grandes nomes da arte sacra mineira. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte II: As magnificas pinturas no forro do templo”

OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte III: Depois de permanecer 20 anos fechada a igreja foi integramente restaurada

É incrível imaginar que a restauração de uma igreja representativa de uma cidade pertencente ao Patrimônio da Humanidade levara 20 anos em se concretizar. Finalmente em setembro de 2010 foram empreendidos esforços pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pela Paróquia de Nossa Senhora do Pilar (através do Museu de Arte Sacra) e pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto, para viabilizar a restauração desse importante monumento.

Sob o patrocínio do Banco (BNDES) e do World Monuments Fund (WMF), os trabalhos de restauração arquitetônica foram executados pela empresa Hexágono Consultoria e Engenharia Ltda. Em dois anos tão só, a equipe técnica de restauração liderada pela arquiteta Deise Cavalcanti Lustosa conseguiu devolver todo o esplendor desta magnifica obra de arte do barroco mineiro. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte III: Depois de permanecer 20 anos fechada a igreja foi integramente restaurada”

OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte II: A Igreja dos Artistas

Em Vila Rica o ensino de arte não era feito em escolas ou academias, mas praticado durante a execução e dentro das oficinas de obra. Enquanto o artesão trabalhava como aprendiz, sob orientação de seu mestre, adquiria os conhecimentos técnicos e estéticos próprios àquele oficio. Estes grupos de artistas estava conformados em sua grande maioria por “Homens Pardos”, que contavam por sua vez com escravos na conformação de sus equipes de trabalho.

Sendo São José o santo venerado como o protetor dos carpinteiros, marceneiros, escultores, pintores, enfim, daqueles que trabalham com a madeira/pedra, etc., eles constituíam a mão de obra indispensável na construção arquitetônica de edifícios civis e templos, desde os esteios até a sua decoração.

Neste post vamos conhecer o interior desta bela igreja de torre única, a casa religiosa dos artistas da antiga Vila Rica. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte II: A Igreja dos Artistas”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte IV: Sarau de Arte Miúda

Diamantina é conhecida como a cidade musical de Minas Gerais. O historiador Erildo Antônio Nascimento de Jesus, diz que em todas as famílias da cidade existe pelo menos um músico, e não é à toa que também é conhecida como a “Capital Brasileira da Seresta”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, Diamantina recebe cerca de 150 mil turistas por ano. A Vesperata é outro atrativo musical que o turista não pode perder. O show acontece ao ar livre, na Rua da Quitanda, no centro histórico da cidade com a particularidade de que os músicos se posicionam nas varandas dos velhos casarões.

Mas sem duvidas uma das grandes surpresas na minha visita a Diamantina foi assistir o “Sarau de Arte Miúda” que acontece na belíssima Igreja São Francisco de Assis. Um local diferente, um show diferente, representado por alunos da Escola de Arte Miúda a apresentação mixtura a intervenção de magníficos músicos instrumentistas, o coral de jovens e desfile de figurinos da época colonial. Um momento inesquecível, digno de recomendação. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte IV: Sarau de Arte Miúda”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte III: A irmandade franciscana no Brasil

Embora a ordem franciscana tenha vindo com Cabral oito frades e o superior frei Henrique de Coimbra, que aqui celebrou a primeira missa, a Ordem só foi instalada permanentemente em 1585.  Chegam a São Paulo (em 1640) e bem mais tarde nas Minas Gerais só a partir das chamadas Ordens Terceiras; Ouro Preto (1746), Mariana (1748) e São João del-Rei (1749).

No Arraial de Tijuco (atual Diamantina em 1762), ao igual que suas antecessoras construíram belíssimo templo ornamentado com os trabalhos dos artistas mais destacados da época. Sendo uma irmandade constituída exclusivamente pelos homes brancos mais abastados da sociedade representou uma das associações religiosas leigas de maior destaque no período colonial, especialmente em Minas Gerais. Responsável pela agremiação de alguns dos mais proeminentes indivíduos, este grupo teve influência marcante na composição estrutural da sociedade mineira, reforçando valores hierárquicos e garantindo aos seus membros posição de destaque. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte III: A irmandade franciscana no Brasil”

OURO PRETO (MG): Igreja do Bom Jesus de Matozinhos e São Miguel e Almas – Parte II: Quanto tempo mais passará?

Afastada do circuito turístico do casco histórico em torno a Praça Tiradentes, a portada desta igreja traz uma representação singular do purgatório. Essa grande obra do mestre Aleijadinho materializa e documenta, em pedra-sabão, o culto às almas.

A igreja foi fechada em 2014 e ainda aguarda pela sua restauração. Muitas tem sido as manifestações dos fieis do bairro de Cabeças reclamando pelo inicio das obras. Na lateral do adro o terreno esta seriamente comprometido e precisa de trabalhos para a contenção da encosta.

O Escritório Técnico do IPHAN conta desde de 2009 com um projeto, que  se bem não contemplava o restauro de elementos artísticos, já estava pronto. Me pergunto … Quanto tempo mais passará?

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OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte I: Irmandade de São José dos Homens Pardos e Bem Casados e Músicos de Santa Cecília

Sendo São Jose (pai de Jesus) de profissão carpinteiro foi o santo patrono preferido dos artistas e artesãos. Em muitas regiões de Brasil as irmandades de São Jose adicionavam a seu nome o termo “dos quatro ofícios” a saber: carpinteiros, pedreiros, marceneiros e tanoeiros. Mas os ofícios no total foram muitos mais: oficiais mecânicos, artistas liberais (pintor ou músico), professores de primeiras letras, boticários, etc. Em Ouro Preto esta igreja foi denominada obviamente como a “Capela dos Artistas”. Mas quando lemos em detalhe a denominação completa desta irmandade reparamos vários termos que neste post vamos revelar: Irmandade de São José dos Homens Pardos e Bem Casados e Músicos de Santa Cecília … Como e bem conhecido Santa Cecilia e Padroeira dos Músicos … mas porque Homens Pardos? … porque Bem Casados? Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte I: Irmandade de São José dos Homens Pardos e Bem Casados e Músicos de Santa Cecília”