OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte II: A imagem do Santo atribuída ao Aleijadinho

São Francisco de Paula é um dos templos mais recentes da cidade, ela foi a última a ser construída no período colonial. Construção iniciada em 1804 e terminada em 1878, ficou inteiramente concluída em 1904. A imagem de São Francisco de Paula que pertence à igreja é atribuída a Aleijadinho.

Miguel Antônio Tregellas era um respeitado marceneiro que possuía uma das maiores oficinas de marcenaria de toda a Província. Seus trabalhos, principalmente castiçais e oratórios, ornamentavam algumas das mais importantes Igrejas de Ouro Preto e outras cidades da região. Ele foi fundador do Liceu de Artes e Ofícios em Ouro Preto e autor dos retábulos laterais desta igreja. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte II: A imagem do Santo atribuída ao Aleijadinho”

CINEMA e TEATRO VILA RICA: O lendário cinema de Ouro Preto esta fechado

O Cine Teatro Vila Rica representa um marco da história cultural de Ouro Preto. Neste prédio funcionava originalmente o antigo Liceu das Artes e Ofícios (1886-1953), instituição educativa destinada ao ensino das artes e ofícios mecânicos para os sectores mais pobres da população da antiga Vila Rica.

O Cinema de Ouro Preto nasceu em 1957 do sonho de Salvador Trópia e hoje é o único espaço de projeção cinematográfica da região e um dos mais tradicionais de Minas Gerais. A sala sedia uma programação contínua de filmes, eventos artísticos-culturais a níveis nacional e internacional, como o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, Fórum das Letras, Fotógrafos em Ouro Preto, CineOP e diversas outras mostras e festivais de cinema como o Festival Varilux de Cinema Francês, que homenageia as produções cinematográficas francesas.

A beleza arquitetônica e a memória histórica do prédio estão de portas fechadas. Uma grande angustia me invade pelo fato de saber que há dois anos o Cinema está fechado e que de seu velho projetor, não sai mais luz não. Continue lendo “CINEMA e TEATRO VILA RICA: O lendário cinema de Ouro Preto esta fechado”

Fortalezas em Santa Catarina: Os sistemas de defesa marítima do Brasil

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A Ilha de Santa Catarina era um ponto de defesa estratégico, localizada exatamente na rota entre a Espanha e suas principais colônias na América do sul, Buenos Aires Assunção. Nesse cenário, o conjunto de fortes da Ilha de Santa Catarina compôs à época um sistema defensivo para impedir uma provável invasão espanhola, que mais cedo ou mais tarde haveria de acontecer, como aconteceu de fato.

Construídas pela Coroa Portuguesa a partir de 1739, com a função de guarnecer a entrada da Barra Norte da Ilha, as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa foram projetadas por José da Silva Paes, brigadeiro, engenheiro militar e primeiro governador da capitania de Santa Catarina. As obras deram início ao sistema defensivo da Ilha, que posteriormente foi ampliado com outras dezenas de fortificações, como fortes, baterias e trincheiras.

O sistema de fortificações na Ilha de Santa Catarina garantia a posse do território defendendo-a contra qualquer nação inimiga, em especial, a Espanha e o apoio logístico entre o Rio de Janeiro (onde Portugal tinha o seu vice-reinado) e a parte sul do continente. Quatro fortalezas foram construídas inicialmente, entre 1739 e 1744, incluindo também a edificação da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, na Barra Sul.

Santa Catarina chegou a somar cerca de 40 fortificações até o início do século XIX. Porém, ainda na primeira metade daquele século, a maioria das construções já havia desaparecido, por arruinamento, abandono ou demolição. Mesmo o tombamento como patrimônio histórico brasileiro, em 1938, pelo Sphan, (atual IPHAN), não foi suficiente para assegurar a preservação ou a recuperação dessas construções. Continue lendo “Fortalezas em Santa Catarina: Os sistemas de defesa marítima do Brasil”

GRANDE HOTEL de Ouro Preto: A disputa entre a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e o projeto neocolonial de Carlos Leão

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A inserção do Grande Hotel de Oscar Niemeyer em Ouro Preto marca umas das primeiras inserções modernistas em sítios históricos no país, no momento em que a arquitetura modernista tinha grande força e o SPHAN estava em fase de consolidação.

Os projetos apresentados envolviam uma disputa conceptual dentro do âmbito da Arquitetura daqueles tempos: Moderista vs Neocolonial. Os modernistas asseguravam que seus projetos não eram suscetíveis de confundir-se com as edificações tradicionais da cidade de Ouro Preto, conformando expressões genuínas de contemporaneidade … enquanto o projeto neocolonial era julgado de “falsa arquitetura”, capaz de desvirtuar o verdadeiro contexto histórico, dando como resultado; expressões híbridas contemporâneas. Continue lendo “GRANDE HOTEL de Ouro Preto: A disputa entre a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e o projeto neocolonial de Carlos Leão”

Museu do Diamante: Minas Gerais, Brasil

Em torno da exploração diamantífera do século XVIII, foi se constituindo uma dinâmica social com costumes e singularidades da vida colonial brasileira, registrada por um acervo cultural valioso que permanece preservado na atualidade no MUSEU do DIAMANTE. Popularmente denominada “Casa do Padre Rolin”, sua importância histórica reside no fato de ter sido residência do inconfidente padre José de Oliveira e Silva Rolim.

Mais hoje vamos a conhecer um museu que não é apenas uma casa, pois na minha visita ao local descobri que o terreno dos fundos e realmente enorme, possui uma área de 2.834,28 m².

Nesta área se encontram duas minas de extração de ouro e diamantes desativadas, assim como no terreno passa o córrego Tijuco, que dá origem a ocupação do então distrito diamantino, sede do Arraial do Tijuco, sendo o primeiro local onde se descobriram diamantes na região.

É uma pena que o acesso esteja restrito ao público e não exista desenvolvida uma temática que integre este espaço ao próprio museu. De pronto me fez lembrar de outro córrego em Ouro Preto, aquele que passa embaixo da Ponte dos Contos e acaba na Igreja Matriz do Pilar. Também fechado. Roguemos para que pronto estes espaços sejam integrados e direcionados para o fomento do eco- turismo, uma das temáticas que mais interessam aos viajantes nos últimos tempos, alem dos aspectos históricos. Continue lendo “Museu do Diamante: Minas Gerais, Brasil”