SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 9 – Sábado Santo: Os Tapetes de Serragem

Após a Sexta-Feira da Paixão (cume da rememoração das dores se faz desfilar o féretro simbólico de Jesus pelas ruas da cidade à noite), o sábado tem sabor de interlúdio para meditação. O Sábado Santo é um dia de luto, pois é um dia de silêncio onde a comunidade cristã vigia junto ao túmulo de Jesus. Não há celebração eucarística. Calam os sinos e os instrumentos musicais. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio. As portas da igreja continuam abertas, mas as luzes não estão acesas.

É na madrugada entre o sábado e o domingo, quando as intenções da comunidade se voltarão para, num ato de fé, esperar pela ressurreição do Senhor até o amanhecer, dedicando a noite à execução dos tapetes.

Em Minas Gerais, a religiosidade popular é vivida intensamente nas celebrações da Semana Santa. Em Ouro Preto, os tapetes feitos com serragem, borra de café e cal branco enfeitam as ladeiras históricas e a cidade se transformam em um palco vivo da religião. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 9 – Sábado Santo: Os Tapetes de Serragem”

MUSEU de ARTE SACRA de OURO PRETO

Ouro Preto é a principal cidade do Ciclo do Ouro no Brasil e foi berço dos maiores artistas do estilo chamado Barroco Brasileiro. A cidade também foi cenário do movimento pela independência do Brasil em relação a Portugal, denominado de Inconfidência Mineira.

Por seu valor histórico e cultural, a cidade foi decretada Cidade Monumento Nacional em 1933, pelo então presidente Getúlio Vargas. Seu reconhecimento mundial se deu em 1980, quando a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) declarou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

Com planta atribuída ao arquiteto Pedro Gomes Chaves, a igreja Nossa Senhora do Pilar é erguida no decorrer do século XVII, e sua fachada atual é concluída em 1848. Hoje a Igreja abriga também o Museu de Arte Sacra de Ouro Preto, que reúne imagens sacras, documentos e algumas das vestimentas usadas na celebração do Triunfo Eucarístico. Continue lendo “MUSEU de ARTE SACRA de OURO PRETO”

Igreja de São Juan Bautista de Betharram – Parte IV: Imaginária, Virgens e Santos

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Como em todas as minhas visitas ás igrejas, sempre procuro achar a Santeria Paroquial, o lugar onde habitualmente são vendidas estampas, rosários e imagens religiosas dos santos e virgens, na procura (com maior e menor sorte), de livros ou publicações que falem da historia e arquitetura do templo.

Não é o caso de esta igreja, alias no momento da minha visita a missa estava por começar. Abordo uma das fieis que estava envolvida na preparação do ritual junto ao padre. Diz-me que não tem nada impresso, mas que sim podia enviar um arquivo pdf a meu email (fez na hora) que falava alguns detalhes da igreja.

Dias depois abri com surpresa e descobri que se tratava de uma antiga publicação escaneada com a descrição precisa dos Altares Laterais e Altar-mor, repleta de imagens de santos da Ordem das Irmãs Clarissas Capuchinhas, devotas de Santa Clara de Assis, ordem religiosa feminina da ordem franciscana.

Agradecendo ter recebido tão detalhada informação foi que decidi dedicar este post á Imaginaria, ou seja, todo o conjunto de imagens, exibidas nesta igreja. Também vou falar da Tapeçaria Histórica que as Freiras Capuchinhas tinham nesta igreja e corresponde à obra de arte mais importante que a Argentina teve no século XIX; “A Adoração dos Reis Magos”, de Rubens. Continue lendo “Igreja de São Juan Bautista de Betharram – Parte IV: Imaginária, Virgens e Santos”

Igreja de São Juan Bautista de Betharram – Parte III: O Templo e o Convento

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Bem antes da chegada dos Padres Bayoneses em 1856, a igreja acolheu um grupo de Freiras Capuchinas que vinheram de Santiago do Chile, elas construíram do lado da igreja o Convento de Nossa Senhora do Pilar das Freiras Capuchinha, em 174 7. Os únicos dois mosteiros de clausura que Buenos Aires possuía durante o período colonial foram: Santa Catalina de Sena, das freiras dominicanas – “calzadas” – e Nossa Senhora do Pilar, de freiras capuchinas – “descalzas” -.

Vamos conhecer nesta postagem o Interior do Templo e o Convento que em parte foi demolido. Por sua vez a igreja foi vitima de incêndio e roubo prejudicando consideravelmente seu acervo. Continue lendo “Igreja de São Juan Bautista de Betharram – Parte III: O Templo e o Convento”

Igreja e Mosteiro Santa Catalina de Siena – Parte III: O primeiro convento de freiras de Buenos Aires

A cidade de Buenos Aires teve dois mosteiros de freiras durante o período colonial, ambos fundados em meados do século XVIII. O Mosteiro de Santa Catalina de Siena (bairro San Nicolas), de freiras dominicanas e o Mosteiro de Nossa Senhora do Pilar (bairro Monserrat), de freiras capuchinhas.

Durante o ano de 2001 foram realizadas obras de arqueologia no convento e igreja, a fim de instalar o grande evento de design Casa FOA. Durante os trabalhos, foi encontrado um poço com um objeto metálico que representava um Macho Cabrío, com chifres e asas. Isso foi queimado e enterrado no pátio do convento transformando-o em um evento de difícil explicação, instalando-se por sua vez, o mito dum evento de exorcismo feito pelas freiras do convento … será verdade? Continue lendo “Igreja e Mosteiro Santa Catalina de Siena – Parte III: O primeiro convento de freiras de Buenos Aires”

Igreja de São Juan Bautista de Betharram – Parte II: Historia e Fachada

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Bairrro_Monserrat_Buenos_Aires_Argentina_Iglesia_Patrimonio_Cultural_Religioso_ San_Telmo_Historico_Clarisas_Capuchinas_Clarissas_Capuchinhas_Betharram_Assis_Bayoneses_Convento_MosteiroMonserrat sedia a praça más importante da Argentina, a Plaza de Mayo, por tanto, a vida do bairro iniciou-se no primeiríssimo começo do nascimento da Cidade. O bairro de Monserrat vai ate a Av. Rivadavia pelo qual inclui a Casa Rosada e todos os edifícios históricos na famosa Av. de Maio, ate a praça e Congresso da Nação.

A Igreja de San Juan Bautista está localizada a poucos quarteirões da “Manzana da las luces”, sobre a mesma rua, Alsina.

Em 1646, a primitiva capela surgiu como local de oração, o “Curato de Indios” e escravos. Monserrat era conhecido como o “Bairro do Tambor” sendo no começos bairro de marginais, famoso por sua música, candombes e carnavais. Do outro lado da praça de Maio, o bairro de São Nicolas se ergueria como o mais abastado da sociedade portenha.

No século seguinte, os catalães e bascos estabelecidos na zona construíram una capela dedicada a Nossa Senhora de Montserrat (atual Igreja de Montserrat), evocação da Virgem venerada em Cataluña.

Na igreja de San Juan Bautista também tomaram conta os bascos, havia grande imigração dos nascidos no Pais Basco (norte da Espanha), que foram ao templo para assistir à missa. Por esse motivo, os Padres da Ordem do Sagrado Coração ou Padres Bayoneses ou Padres de Betharram chegaram aqui em 1856. E ahi que a Igreja San Juan Bautista ganha seu último sobrenome. Continue lendo “Igreja de São Juan Bautista de Betharram – Parte II: Historia e Fachada”

Igreja São San Juan Bautista de Betharram Parte I: Qual é a diferença entre San Telmo e Monserrat?

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Há muito tempo na área onde os primeiros habitantes da cidade foram estabelecidos, Monserrat é o mais antigo de dois bairros de Buenos Aires e os dois mais interessantes a nível turístico.

Este bairro abriga a praça mais importante da Argentina, a Plaza de Mayo, cenário central da segunda fundação de Buenos Aires por Juan de Garay em 1580. Portanto, a vida do bairro começou no início do nascimento de a cidade.

Seu limite ao norte é a Av Rivadavia, pelo qual dentro dele, são encontrados os locais históricos mais importantes de Buenos Aires; Cabildo, Casa Rosada e Catedral, Praça do Congresso, Manzana de las Luces, o Palácio Barolo e as igrejas de Monserrat, San Ignacio, São Francisco, Nossa Senhora do Rosário e… a igreja a San Juan Bautista.

Este bairro geralmente é confundido com o vizinho e famoso bairro de San Telmo, com um perfil marcadamente turístico e promovido como o Casco Histórico da cidade.

Mas falar do bairro de Monserrat é, acima de tudo, referir-se a outros tempos. Juntamente com o bairro de San Nicolas, a ambos os lados da Plaza de Mayo, eles foram os primeiros a se desenvolver em torno do “Forte Real”, um edifício que a coroa espanhola construía em cada domínio, como centro de administração e defesa. Continue lendo “Igreja São San Juan Bautista de Betharram Parte I: Qual é a diferença entre San Telmo e Monserrat?”

OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte II: O interior do templo e sua imaginaria

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A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos funcionou inicialmente na Matriz de Nossa Senhora do Pilar ate adquirir capela própria perto no Bairro do Caquende. A relação entre elas compreende por ocasião também da procissão conhecida como “Triunfo Eucarístico”, em que se procedeu o retorno da imagem do Santíssimo Sacramento da primitiva capela do Rosário, onde permaneceu durante obras de construção e reforma na Matriz do Pilar no início da década de 1730.

Mas desta vez, minha aproximação a Igreja do Rosario é diferente. Partindo da Matriz do Pilar, atravessando a Ponte Seca, em íngreme pendente acima, lá aparece ela no alto, considerada pelos especialistas como a expressão máxima do barroco colonial mineiro com sua planta composta pela intersecção de duas elispses, rara na história da Arquitetura brasileira. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte II: O interior do templo e sua imaginaria”

OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte I: Soltando o Drone

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Atravessando a ponte dos Contos, uma estreita rua se contorna entre magníficos sobrados de dos y três andares chegando assim mais uma vez ate a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto. É a tercera vez que visito ela, assim que já tirei foto dela para caramba.

Desta vez una nova aquisição me provê a emoção de uma nova aventura …  Testar meu novo Drone!!! Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte I: Soltando o Drone”

Igreja e Mosteiro Santa Catalina de Siena – Parte II: A Fachada e o Templo

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A Igreja de Santa Catalina de Siena, foi fundada em 1745 para abrigar o primeiro mosteiro de freiras em Buenos Aires. O edifício é um dos melhores expoentes da arquitetura da época colonial que permanecem em Buenos Aires e, tanto a igreja quanto o mosteiro, foram declarados Monumento Histórico Nacional que foi habitado pelas Freiras da Segunda Ordem Dominicana até 1974, quando a congregação decidiu se mudar para San Justo e doou os edifícios ao Arcebispado de Buenos Aires.

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