SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 7 – Quinta Feira Santa: Cerimônia do Lava-Pés e a Procissão do Fogaréu

A Quinta-Feira Santa lembra a última ceia de Jesus com os doze apóstolos e revive a Cerimônia do Lava-Pés, na qual Jesus lava os pês de sues fies seguidores em demonstração de humildade e purificação divina. A encenação é realizada no adro da Igreja São Francisco de Assis (nos anos impares) e no adro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (nos anos pares), onde um imponente palco esta sendo montado para a celebração do dia seguinte, a mais importante da Semana Sena Santa: Sexta-feira da Paixão.

Um importante resgate na tradição da Semana Santa em Ouro Preto é a Procissão do Fogaréu, que foi novamente incluída nos ritos em 2019, após cerca de um século sem ser realizada na cidade. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 7 – Quinta Feira Santa: Cerimônia do Lava-Pés e a Procissão do Fogaréu”

SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 5 – Terça Santa: A procissão de Nossa Senhora da Solidade

Durante a terça-feira da Semana Santa realiza-se esta procissão, que relembra o caminho de volta percorrido por Nossa Senhora, do sepulcro, onde deixara o Filho sepultado, até sua casa. A Mãe de Deus caminha sozinha, sentindo no mais profundo do seu coração imaculado a espada de dor que lhe transpassava a alma.

Esta celebração relaciona-se por ocasião também da procissão conhecida como “Triunfo Eucarístico”, em que se procedeu o retorno da imagem do Santíssimo Sacramento da primitiva capela do Rosário, finalizadas as obras de reforma na Matriz do Pilar e remete aos tapetes devocionais que serão confeccionados durante a noite no próximo Sábado de Aleluia. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 5 – Terça Santa: A procissão de Nossa Senhora da Solidade”

SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 4 – Segunda Santa: A disputa entre a Matriz do Pilar e a Matriz do Antônio Dias

A rivalidade entre os antigos arraiais dos Jacubas o dos Mocotós persistiram mesmo despois que o processo de urbanização chegara a consolidar a união deles no Morro da Quitéria, atual Praça Tiradentes.

As irmandades do Santíssimo Sacramento, presente na Matriz do Pilar e na Matriz de Antônio Dias foram responsáveis pela promoção da festividade socialmente integradora do corpo de Deus (Corpus Christi) e a celebração da Semana Santa.

A rivalidade ficou plasmada desde os tempos da colônia, sendo determinada a alternância na condução dos cerimoniais: nos anos pares, a Paróquia de Nossa Senhora do Pilar fica encarregada de organizar as celebrações; nos anos ímpares, essa função fica a cargo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, do Antônio Dias. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 4 – Segunda Santa: A disputa entre a Matriz do Pilar e a Matriz do Antônio Dias”

SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 3 – Domingo de Ramos: Procissão do Encontro

A procissão do Encontro acontece no Domingo de Ramos, como figuras centrais Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores, representados em imagens barrocas centenárias. Este é um dos momentos mas esperados da Semana Santa de Ouro Preto.

Cada uma das imagens foi depositada nas igrejas de Mercês de Baixo e na Mercês de Cima esperando o ansiado momento do Encontro na Praça Tiradentes. Os cortejos, os membros das irmandades, as guardas romanas, a Veronica, são outros dos personagens que acompanham o ritual junto aos turistas que visitam Ouro Preto para participar das celebrações de Semana Santa na primeira cidade em ser declarada Patrimônio da Humanidade do Brasil. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 3 – Domingo de Ramos: Procissão do Encontro”

SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 1 – Sexta-Feira das Dores: O Depósito de Nossa Senhora das Dores

Em Ouro Preto, o destaque dado ao drama da Paixão, morte e ressurreição de Cristo é acompanhado por uma ampla mobilização dos moradores para a representação desses eventos, encenações, cânticos e procissões.

A circunstancia de Ouro Preto ter duas Matrizes e de que em ambas duas existam imagens da Virgem de Nossa Senhora das Dores, uma das protagonistas principais da Semana Santa, pode prestar a confusão. A cada ano, porém, será apenas uma delas que será levada para fora da igreja, em procissão.

E noite de Sexta-Feira … a Sexta-Feira das Dores … o dia que o Depósito de Nossa Senhora das Dores na Igreja Mercês de Cima marca o inicio da Semana Santa Ouropretana. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 1 – Sexta-Feira das Dores: O Depósito de Nossa Senhora das Dores”

SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 1 – Sexta-Feira das Dores: O Setenário de Nossa Senhora das Dores

Em Ouro Preto existem duas Igrejas que protagonizam o chamado Setenário de Nossa Senhora das Dores, que explicaremos neste post. Elas são: Igreja de Nossa Senhora das Dores do Calvário e a Igreja Matriz do Pilar.

Ali os fiéis passam a realizam anualmente, nos sete dias que antecedem o início da Semana Santa, o Setenário das Dores, que consta de cânticos barrocos e orações tradicionais, através dos quais venera-se a Mãe de Deus em seus sofrimentos e dores. Continue lendo “SEMANA SANTA em OURO PRETO (MG): Dia 1 – Sexta-Feira das Dores: O Setenário de Nossa Senhora das Dores”

OURO PRETO (MG): Igreja de Nossa Senhora das Dores do Calvário no Arraial de Antônio Dias

A pequena capela no alto do morro já não é a construção original. A primeira obra no local datava do final do século XVIII e foi construída a pedido da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Calvário. A atual construção data de meados do século XIX. A igreja não se destaca pela arquitetura ou rico interior. Também não se conhece o autor do projeto.

A igreja celebra duas festas em honra de Nossa Senhora das Dores: a primeira na sexta feira da semana da paixão, anterior à Semana Santa, e a segunda no dia 15 de setembro. A primeira é celebrada na Igreja desde 1727, instituída pelo papa Bento VIII. A segunda foi determinada por Pio VIII em 18 de setembro de 1814, festeja o dia da padroeira.

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OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte I: A última igreja a ser construída no período colonial

Meu querido amigo Raul (argentino como eu) estava curtindo férias em Rio de Janeiro e decidiu presentear-me com sua presencia na data do meu aniversário. Aquela noite fomos para “Pura Harmonia” um boteco mineiro no bairro do Castelo que traz para Belo Horizonte (MG) o mais genuíno espírito da musica carioca. Como pode-se apreciar na foto a alegria foi imensa, como foi imensa a quantidade de cerveja em balde que bebemos até altas horas da madrugada.

Para o dia seguinte tínhamos marcado fazer a mais tradicional viagem do roteiro turístico mineiro: a maravilhosa cidade de Ouro Preto. Partimos para rodoviária quase sem dormir e pegamos o ônibus carregando toda nossa ressaca, que com certeza pesava mais do que as nossas mínimas mochilas.

Ao descer na rodoviária de Ouro Preto fomos os últimos em descer, fazia frio e uma espessa neblina cegava nossa primeira impressão.  Em estado inconsciente seguimos qual cabrinhas a manada da nossa frente, quando de pronto percebi os fundos de uma imensa Igreja que nunca tinha visto. Rapidamente entendi que em vez de ter pegado a Rua Padre Rolim em direção à Praça Tiradentes, aquele rebanho tinha nos conduzido por outro caminho.

Foi quando cheguei ao adro na frente da Igreja que percebi que se tratava da Igreja São Francisco de Paula, aquela que desde o centro da vila fica sempre longe e distante no topo de uma colina, como um cartão postal permanente. A paisagem sumida dentro daquela densa neblina, a cidade banhada de nuvens, o silencio e o frio da manhã, todo nos referia a sensação de que a gente tinha chegado a um lugar magico deste planeta.

Os sambas e pagodes da noite anterior ainda ressoavam dentro na minha cabeça como um tambor batendo em uma nuvem de álcool. Descemos aquele morro passando pela Igreja de São José que também estava fechada. Como dois peregrinos cansados e sem fé, continuamos nosso caminho até chegar a esta rua, e foi lá onde está o farol, que nossas almas voltaram para nossos corpos da mão de uma milagrosa cura: o Café da manhã.

Ouro Preto: A cidade que em cada virada de esquina oferece um cartão postal

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