Igreja San de Ignacio de Loyola – PARTE III: O Templo e seu acervo religioso

La Manzana de las Luces é um dos principais museus históricos do centro de Buenos Aires e recebe milhares de visitantes interessados em aprender sobre a história da cidade.

A Igreja de San Ignacio de Loyola, em Buenos Aires, foi construída pelos jesuítas no bairro de Monserrat, em Buenos Aires. Possui características em sua arquitetura que merecem destaque e que o tornam um edifício único.

Na última restauração, elementos originais foram recuperados e a igreja voltou a brilhar em todo o seu esplendor. Totalmente restaurado, por dentro e por fora, é um dos ativos históricos mais bem preservados da Argentina. Continue lendo “Igreja San de Ignacio de Loyola – PARTE III: O Templo e seu acervo religioso”

Paróquia de Nossa Senhora de Balvanera – Parte I: O Santuário de San Expedito

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Na esquina das ruas Bartolomé Mitre e Azcuénaga, o santuário original foi elevado à categoria de paroquia em 1 de abril de 1833. A igreja começou a funcionar em maio desse mesmo ano sendo a 12ª freguesia construída na cidade de Buenos Aires, a única fundada durante o governo de Juan Manuel de Rosas. Ao longo dos anos mereceu reformas e restauros, tornando-se num edifício de grande valor histórico e arquitetônico, pelo que constitui atualmente um importante Património Histórico da cidade.

O templo foi recentemente restaurado realçando a beleza de seu interior e cúpulas. Continue lendo “Paróquia de Nossa Senhora de Balvanera – Parte I: O Santuário de San Expedito”

Igreja San de Ignacio de Loyola – PARTE II: Os primeiros jesuítas que chegaram a Buenos Aires

A primeira igreja de Buenos Aires foi erguida em 1608 no terreno que atualmente ocupa a Praça de Maio, na frente do Forte Real. No começo esteve sob a invocação de Nossa Senhora de Loreto. Dois anos mais tarde, sendo beatificado o santo em 1610, mudou seu nome para San Ignacio de Loyola. Lá eles permanecem algo mais de 50 anos. Embora a maioria dos edifícios juntos ao forte tenha sido demolida, a capela continuou em atividade até 1675, ano em que mudou-se para o local atual, na chamada Manzana de las Luces.

O edifício atual começou a construção em 1712, embora retenha partes da construção anterior, foi desenhado pelo arquiteto jesuíta Juan Krauss. A conclusão das obras em 1722 deve-se aos arquitetos jesuítas Andrés Bianchi e Juan Bautista Prímoli.

Neste post vamos analisar a fachada do tempo, mas também lembrar a chegada dos primeiros jesuítas a Buenos Aires e a chegada do primeiro Papa Jesuíta ao Vaticano: O Papa Francisco, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos.

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Igreja e Mosteiro Santa Catalina de Siena – Parte III: O primeiro convento de freiras de Buenos Aires

A cidade de Buenos Aires teve dois mosteiros de freiras durante o período colonial, ambos fundados em meados do século XVIII. O Mosteiro de Santa Catalina de Siena (bairro San Nicolas), de freiras dominicanas e o Mosteiro de Nossa Senhora do Pilar (bairro Monserrat), de freiras capuchinhas.

Durante o ano de 2001 foram realizadas obras de arqueologia no convento e igreja, a fim de instalar o grande evento de design Casa FOA. Durante os trabalhos, foi encontrado um poço com um objeto metálico que representava um Macho Cabrío, com chifres e asas. Isso foi queimado e enterrado no pátio do convento transformando-o em um evento de difícil explicação, instalando-se por sua vez, o mito dum evento de exorcismo feito pelas freiras do convento … será verdade? Continue lendo “Igreja e Mosteiro Santa Catalina de Siena – Parte III: O primeiro convento de freiras de Buenos Aires”

Fortalezas em Santa Catarina: Os sistemas de defesa marítima do Brasil

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A Ilha de Santa Catarina era um ponto de defesa estratégico, localizada exatamente na rota entre a Espanha e suas principais colônias na América do sul, Buenos Aires Assunção. Nesse cenário, o conjunto de fortes da Ilha de Santa Catarina compôs à época um sistema defensivo para impedir uma provável invasão espanhola, que mais cedo ou mais tarde haveria de acontecer, como aconteceu de fato.

Construídas pela Coroa Portuguesa a partir de 1739, com a função de guarnecer a entrada da Barra Norte da Ilha, as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa foram projetadas por José da Silva Paes, brigadeiro, engenheiro militar e primeiro governador da capitania de Santa Catarina. As obras deram início ao sistema defensivo da Ilha, que posteriormente foi ampliado com outras dezenas de fortificações, como fortes, baterias e trincheiras.

O sistema de fortificações na Ilha de Santa Catarina garantia a posse do território defendendo-a contra qualquer nação inimiga, em especial, a Espanha e o apoio logístico entre o Rio de Janeiro (onde Portugal tinha o seu vice-reinado) e a parte sul do continente. Quatro fortalezas foram construídas inicialmente, entre 1739 e 1744, incluindo também a edificação da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, na Barra Sul.

Santa Catarina chegou a somar cerca de 40 fortificações até o início do século XIX. Porém, ainda na primeira metade daquele século, a maioria das construções já havia desaparecido, por arruinamento, abandono ou demolição. Mesmo o tombamento como patrimônio histórico brasileiro, em 1938, pelo Sphan, (atual IPHAN), não foi suficiente para assegurar a preservação ou a recuperação dessas construções. Continue lendo “Fortalezas em Santa Catarina: Os sistemas de defesa marítima do Brasil”

Basílica e Convento de Santo Domingo – Parte III: Chegou a hora de entrar no Templo e conhecer os detalhes do interior

Na Parte I falamos da historia do templo e sua fachada, junto a historia da Ordem dos Pregadores Dominicanos em América  e sua chegada a Buenos Aires para fundar a Basílica do Rosário e Convento Santo Domingo.

Na Parte II narrei a historia que une Virgem do Rosário com o título de Patrona da Reconquista e Defesa de Buenos Aires durante as Invasões Inglesas, cujas bandeiras conquistadas ao inimigo são exibidas nesta igreja.

Por fim chegou a hora de entrar no templo e apreciar a maravilhosas talhas em mármore nas colunas, confessionários e no Altar mor.  e dos increivel quadros venezianos que representam os 15  Misterios do Rosario. Desta vez, depois de navegar pelo interior do templo vamos falar sobre o culto e devoção da Virgem do Rosário em diferentes pontos de América Latina.

Também vamos falar do infeliz incêndio do antigo retábulo, uma historia que entristece a todos os amantes do patrimônio histórico da cidade de Buenos Aires.

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Basílica e Convento de Santo Domingo – Parte II: As Invasões Inglesas e Restauração da Capela do Rosário

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O costume de oferecer as bandeiras capturadas ao inimigo à Virgem que cuidara maternalmente de seus devotos nos campos de batalha tem antecedentes distantes na Europa e logo depois durante as guerras de independência na América.

Pouco antes da invasão napoleônica na península ibérica, os ingleses entraram no Rio da Prata com o objetivo de apreender dos espanhóis, os domínios de Buenos Aires e Montevidéu, em duas ocasiões (1806 e 1807).

A pilhagem dos templos e as brigas nos conventos protagonizado pelos ingleses incentivaram a visão patriótica dos crioulos. O líder determinado da defesa e reconquista de Buenos Aires, Santiago Liniers, prometeu oferecer à imagem do Rosário as bandeiras capturadas ao inimigo. Após a vitória, várias imagens foram tiradas em procissão e as bandeiras foram depositadas diante do Rosário, dentro do templo.

Atualmente, é conhecida como Virgem do Rosário da Reconquista e Defesa de Buenos Aires, pois foi nesta igreja e convento onde aconteceu o combate decisivo de Santo Domingo, que terminaria com a derrota final do exército inglês.

Visitei a Basílica do Rosário em Julho de 2019 e depois em Janeiro de 2020, registrando em primeiro lugar os trabalhos de restauração na Capela do Rosário e tempo depois, os trabalhos concluídos da capela onde estão exibidas as bandeiras capturadas aos ingleses. Continue lendo “Basílica e Convento de Santo Domingo – Parte II: As Invasões Inglesas e Restauração da Capela do Rosário”

Igreja e Mosteiro Santa Catalina de Siena – Parte II: A Fachada e o Templo

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A Igreja de Santa Catalina de Siena, foi fundada em 1745 para abrigar o primeiro mosteiro de freiras em Buenos Aires. O edifício é um dos melhores expoentes da arquitetura da época colonial que permanecem em Buenos Aires e, tanto a igreja quanto o mosteiro, foram declarados Monumento Histórico Nacional que foi habitado pelas Freiras da Segunda Ordem Dominicana até 1974, quando a congregação decidiu se mudar para San Justo e doou os edifícios ao Arcebispado de Buenos Aires.

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Museu Enrique Larreta: “Un regalo para Evita. Trajes, cultura y política”, Belgrano, Buenos Aires

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Comemorando o centenário do nascimento de Evita e mais de setenta anos de sua emblemática viagem pela Europa, a exposição é baseada na coleção de 50 trajes regionais espanhóis apresentados a Eva Duarte de Perón em 1947 por ocasião da viagem da primeira-dama a esse país.

A amostra é composta por uma seleção desses trajes, nos quais todas as províncias espanholas são representadas através de seus vestidos, chapéus, sapatos, jóias e acessórios. Hoje, o conjunto dessas roupas forma uma coleção única no mundo que reflete a diversidade cultural dos povos da Espanha, combinando arte, design e história.

Mas essa coleção teve percurso particular, sempre ligada aos altos e baixos da história nacional, de tesouros perdidos e achados, que sem duvida merece ser contada. Por várias razões que detalharemos mais na frente, essa exposição artística foi exibida apenas cinco vezes: 1947, 1985, 2002, 2011, 2019.

O Museu de Arte Espanhola Enrique Larreta, localizado no belo bairro de Belgrano, foi quem salvou e preservou esta maravilhosa coleção que preserva o espírito e a essência da tradição das cinqüenta províncias espanholas e revive outro capítulo emocionante na vida de Evita. Continue lendo “Museu Enrique Larreta: “Un regalo para Evita. Trajes, cultura y política”, Belgrano, Buenos Aires”

Museu de Arte Espanhola: “ENRIQUE LARRETA”; Buenos Aires, Argentina

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Sobre a Rua Juramento, a uma quadra da Av. Cabildo, no coração comercial e efervescente do bairro de Belgrano, encontra-se esse museu que alguma vez foi o lar do escritor Enrique Larreta.

O Museu Municipal de Arte Espanhol Enrique Larreta vale a pena ser visitado por sua coleção de arte espanhola, mas também pelo casarão que o abriga e seu magnífico jardim de estilo andaluz de 5000 m2, único em seu tipo na América do Sul.

O patrimônio do museu é de cerca de 2.300 peças, das quais agora são exibidas cerca de 230. Em seus quartos, vivem manifestações genuínas da arte espanhola da Era de Ouro, uma alquimia perfeita entre arquitetura, teatro, literatura e cultura espanhola. Alias, devemos adicionar os mais de 10.000 volumes que possui a biblioteca. Continue lendo “Museu de Arte Espanhola: “ENRIQUE LARRETA”; Buenos Aires, Argentina”