Basílica de San José de Flores – Parte III: Imaginaria do templo do único São José coroado em America do Sul

A igreja de São José de Flores, foi elevada a Basílica em 20 de janeiro de 1912, pelo Papa Pio X. A velha imagem de São José que se encontra no camarim (capela lateral) é uma das poucas pecas que sobraram do antigo templo.

Outra data marcante desta igreja foi em oportunidade da coroação da imagem de São José que está no Altar-Mor, que aconteceu em 28 de outubro de 1956. É a única imagem de San José coroada pelo Decreto Vacano na América do Sul. Na América são duas, a de Flores e a outra em Montreal, Canadá. Continue lendo “Basílica de San José de Flores – Parte III: Imaginaria do templo do único São José coroado em America do Sul”

IGREJA NOSSA SENHORA da MERCED – PARTE III: O interior do Templo

A construção da igreja e do convento de La Merced data do início do século XVIII, quando os primeiros arquitetos jesuítas da Espanha chegaram a estas terras. Em 1721, a pedra fundamental foi abençoada e a consagração do templo ocorreu entre 25 de outubro e 1º de novembro de 1789.

O interior da igreja mantém o seu caráter original, embora as pinturas decorativas e os vitrais adicionados no início do século o tenham tornado visivelmente obscuro. Em 1894 teve lugar uma grande remodelação a cargo do arquiteto Juan Antonio Buschiazzo. Em 1954 o arquiteto Andrés Millé conduziu a restauração do nártex para seu estado original, resgatando assim uma linguagem mais próxima á original. Continue lendo “IGREJA NOSSA SENHORA da MERCED – PARTE III: O interior do Templo”

DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte I: A Irmandade dos homens pardos no antigo Arraial do Tijuco

A pequena igreja em tons de azul e branco está escondida entre as ruas apertadas de Diamantina. Com torre única no centro e fachada delicadamente decorada com peças de madeira. A Irmandade dos Homens Pardos do Arraial do Tijuco, em 1756 foi autorizada a erigir sua própria capela, dedicada à Nossa Senhora do Amparo. As obras estendidas até 1776, teve seus ornamentos executados pelo artista Silvestre de Almeida Lopes, quem foi membro da ordem.

Ainda na época do império, a igreja recebe o título de Capela Imperial e ostenta na portada um emblema com as armas imperiais. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte I: A Irmandade dos homens pardos no antigo Arraial do Tijuco”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte II: As magnificas pinturas no forro do templo

O início da construção da Igreja de São Francisco de Assis data de 1762. A execução do programa litúrgico-ornamental do seu interior passou a mobilizar os terceiros franciscanos a partir dos fins dos anos 1770, naturalmente sem descuido dos demais aspectos da obra.

Com apenas uma torre lateral e detalhes em cores fortes, a igreja chama a atenção pelo belo interior, onde é possível ver as incríveis pinturas da capela-mor e da sacristia; de José Soares de Araújo e Caetano Luiz de Miranda, dois grandes nomes da arte sacra mineira. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte II: As magnificas pinturas no forro do templo”

OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte II: A Igreja dos Artistas

Em Vila Rica o ensino de arte não era feito em escolas ou academias, mas praticado durante a execução e dentro das oficinas de obra. Enquanto o artesão trabalhava como aprendiz, sob orientação de seu mestre, adquiria os conhecimentos técnicos e estéticos próprios àquele oficio. Estes grupos de artistas estava conformados em sua grande maioria por “Homens Pardos”, que contavam por sua vez com escravos na conformação de sus equipes de trabalho.

Sendo São José o santo venerado como o protetor dos carpinteiros, marceneiros, escultores, pintores, enfim, daqueles que trabalham com a madeira/pedra, etc., eles constituíam a mão de obra indispensável na construção arquitetônica de edifícios civis e templos, desde os esteios até a sua decoração.

Neste post vamos conhecer o interior desta bela igreja de torre única, a casa religiosa dos artistas da antiga Vila Rica. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte II: A Igreja dos Artistas”

A Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte III: O interior do Templo

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Os vizinhos do bairro de Retiro adquiriram de um camelô uma bela imagem de Jesus Crucificado que ele carregava descuidadamente em sua carruagem. Aparentemente, o dinheiro não dava para pagá-lo, por isso eles solicitaram ajuda ao bairro, que de bom grado os ofereceu. A imagem sagrada adquiriu fama a traves de sues milagres concedidas. Em 1803 a famosa imagem é trasladada a este templo.

Em 12 de fevereiro de 1898, o Papa Leão XIII a declarou Basílica Menor, sendo o primeiro templo em nosso país a alcançar esta distinção eclesiástica. Continue lendo “A Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte III: O interior do Templo”

OURO PRETO (MG): Nossa Senhora das Mercês dos Perdões – Parte II: A Mercês de Baixo e interior do Templo

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O templo está localizado no alto de uma colina, desde seu adro é possível aceder a um espetacular mirante com vista para a parte velha de Ouro Preto.

A igreja de Nossa Senhora das Mercês dos Perdões que se localizava numa região geográfica abaixo da outra irmandade de Mercês, ficando conhecida também como “Mercês de baixo” e a outra como “Mercês de cima” ou “Mercês e Misericórdia”.

O risco altar-mor, foi encomendado ao mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho que também teria executado as imagens de roca de São Pedro Nolasco e São Raimundo Nonato, hoje nos nichos laterais do altar-mor. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Nossa Senhora das Mercês dos Perdões – Parte II: A Mercês de Baixo e interior do Templo”

Igreja San José de Calasanz – Parte II: O Interior do Templo

A história desta igreja começa em 1900 quando os Padres Escapulários viram a construção de seu colégio concluída sob risco do arquiteto Juan Antônio Buschiazzo. Ele chegou da Itália aos quatro anos de idade, formou-se engenheiro e arquiteto desempenhando com excelência sua função de Diretor do Gabinete dos Engenheiros Municipais da Prefeitura justamente no momento em que Buenos Aires (recentemente declarada capital oficial da República Argentina) enfrentava um processo de remodelação inédito, onde a antiga imagem colonial deu lugar à qualificação do tecido urbano com o traçado de avenidas e parques, paralelepípedos, pontes e a construção do primeiro .

A família aristocrática Ortiz Basualdo foi a principal benfeitora que permitiu a construção do templo. O estilo românico-bizantino com influências lombardas escolhidas por Buschiazzo e o fino interior com o seu Altar-mor em mármore carrara e grandes vitrais, todos trazidos da Europa, conferem à Igreja de San José de Calasanz um local digno de visitar. Continue lendo “Igreja San José de Calasanz – Parte II: O Interior do Templo”

Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte II: A Missa Crioula

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A Cantoría del Socorro, coro estável da Basílica do Socorro, realiza uma obra tão intensa e marcante, em 2019 completou 60 anos. Um período muito importante para um grupo coral, o que o torna uma das duas ou três instituições mais antigas deste tipo na cidade de Buenos Aires.

A Missa Crioula é uma criação musical do musico argentino Ariel Ramirez feita com ritmos e formas musicais americanas. Para este projeto convocou ao Padre Jesús Gabriel Segade, quem fez os arranjos e harmonizações corais. Em 1964 a obra foi gravada pela primeira vez. É a única obra musical argentina publicada nos cinco continentes. O trabalho segue à risca a missa tradicional. O que o torna único é o uso de ritmos musicais tradicionais argentinos. Continue lendo “Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte II: A Missa Crioula”

OURO PRETO (MG): Igreja N S das Mercês e Perdões – Parte I: A Mercês de Baixo

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Esta igreja foi erguida a partir da primitiva Capela chamada Bom Jesus dos Perdões (Cristo Crucificado) edificada pelo padre José Fernandes Leite, que ele mesmo  doou em 1760 à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês. Da justaposição abreviada das duas devoções deriva a singular denominação de Nossa Senhora das Mercês e Perdões, pela qual a igreja é conhecida popularmente.

A igreja localizava-se numa região geográfica abaixo da outra irmandade de Mercês, ficando conhecida também como “Mercês de baixo” e a outra como “Mercês de cima” ou “Mercês e Misericórdia”. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja N S das Mercês e Perdões – Parte I: A Mercês de Baixo”