OURO PRETO (MG): Igreja N S das Mercês e Misericórdia – Parte II: A Mercês de Cima e interior do Templo

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O altar-mor é ocupado pela imagem da padroeira Nossa Senhora das Mercês e os nichos laterais pelos santos fundadores da Ordem Mercedária, São Pedro Nolasco e São Raimundo Nonato, do mesmo modo que acontece na “Mercês de Baixo” (cujo nome correto é Nossa Senhora das Mercês e Perdões), situada nas baixadas do bairro dos Paulistas e vinculada á Matriz Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias.

A decoração interna é de grande simplicidade, mas uma grande lista de artistas experientes contribuíram na construção e acabamento desta singular igreja de torre única.

Ë o passo obligado para quem vem ou vai pra rodoviária, próxima da Praça Tiradentes, ele é um dos primeiros templos que o visitante encontra ao chegar a Ouro Preto. O seu adro conforma um mirante com uma vista impressionante da cidade. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja N S das Mercês e Misericórdia – Parte II: A Mercês de Cima e interior do Templo”

Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade – Parte VI

O Fandango Caiçara é uma expressão musical-coreográfica-poética e festiva, cuja área de ocorrência abrange o litoral sul do estado de São Paulo e o litoral norte do estado do Paraná.

A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as Regiões do Brasil, especialmente na cidade de Paraty (RJ).

A Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador e é realizada anualmente, sem interrupção, desde o ano de 1745. A festa articula duas matrizes religiosas distintas, a católica e a afro-brasileira, assim como incorpora diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana.

A existência da devoção a São Sebastião na Região do Marajó remonta ao período de colonização e à ação missionária no século XVI. A ampla ocorrência das Festividades do Glorioso São Sebastião em toda  a região do Marajó e sua relevância cultural paras essas populações  possibilitaram sua inclusão no conjunto de bens imateriais reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil, referências de memória e identidade para todos os brasileiros. Continue lendo “Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade – Parte VI”

OURO PRETO (MG): Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia – Part I: A Mercês de Cima

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A devoção de Nossa Senhora da Mercês em Ouro Preto tem duas igrejas onde ela é a padroeira: a “Mercês de baixo” (cujo nome correto é Nossa Senhora das Mercês e Perdões e a outra é a “Mercês de cima” (situada acima da cidade e bem próxima do Hospital da Irmandade da Misericórdia).

A irmandade de Nossa Senhora das Mercês, oriunda a partir da Arquiconfraria da Igreja São José, era uma associação de pardos e crioulos, representante de segmentos que buscaram afirmação social na antiga Vila Rica, sobretudo, a partir da década de 1740, quando os pardos começaram a adquirir presença na estrutura social da época.

Conhecida popularmente como a “Mercês de Cima”, foi construída entre 1771 e 1793. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia – Part I: A Mercês de Cima”

OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte II: O interior do templo e sua imaginaria

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A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos funcionou inicialmente na Matriz de Nossa Senhora do Pilar ate adquirir capela própria perto no Bairro do Caquende. A relação entre elas compreende por ocasião também da procissão conhecida como “Triunfo Eucarístico”, em que se procedeu o retorno da imagem do Santíssimo Sacramento da primitiva capela do Rosário, onde permaneceu durante obras de construção e reforma na Matriz do Pilar no início da década de 1730.

Mas desta vez, minha aproximação a Igreja do Rosario é diferente. Partindo da Matriz do Pilar, atravessando a Ponte Seca, em íngreme pendente acima, lá aparece ela no alto, considerada pelos especialistas como a expressão máxima do barroco colonial mineiro com sua planta composta pela intersecção de duas elispses, rara na história da Arquitetura brasileira. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte II: O interior do templo e sua imaginaria”

OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte I: Soltando o Drone

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Atravessando a ponte dos Contos, uma estreita rua se contorna entre magníficos sobrados de dos y três andares chegando assim mais uma vez ate a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto. É a tercera vez que visito ela, assim que já tirei foto dela para caramba.

Desta vez una nova aquisição me provê a emoção de uma nova aventura …  Testar meu novo Drone!!! Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja Nossa Senhora do Rosário – Parte I: Soltando o Drone”

TIRADENTES (MG): Igreja Matriz de Santo Antônio – Parte I: Fachada do mestre Aleijadinho

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Valorizando a figura do herói da Inconfidência Mineira, em 6 de dezembro de 1889, o governo republicano homenageia Tiradentes colocando seu nome na antiga cidade de Santo Antônio da Ponta do Morro. Atualmente, o centro histórico da cidade de Tiradentes é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, tomado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), considerado um dos pontos turísticos mais importantes do Brasil.

A Igreja Matriz de Santo Antônio, impõe-se à paisagem de Tiradentes e pode ser apreciada de diversos pontos da cidade. Ela compõe belos quadros com a Serra de São José, ipês amarelos e casarões coloniais. 

Em esta primeira parte vamos a conhecer o exterior da igreja cujo risco da fachada pertence ao mais famoso artista do Barroco Mineiro: o Aleijadinho. Na segunda parte veremos o interior deslumbrantemente dourado já que esta igreja é considerada a segunda igreja em ouro do Brasil, sendo a primeira em Salvador, Bahia. No seu interior um órgão datado de 1788, trazida pelos portugueses e que é classificado como um dos quinze mais importantes do mundo.

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Ouro Preto (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte I: O Cartão Postal de Ouro Preto

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A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Ouro Preto localizada no Largo do Coimbra, na parte oriental do Morro de Santa Quitéria, é considerada como o melhor exemplar do Barroco Mineiro é uma das primeiras expressões artísticas originalmente brasileiras.

A fachada da igreja é uma das maiores inovações da arquitetura colonial. O Mestre Aleijadinho criou um monumental jogo de esculturas em pedra sabão para o destaque da portada. Vista de frente, com seu desenho arredondado, a igreja apresenta duas torres igualmente arredondadas, uma novidade para a época.

Nesta primeira parte vamos a acompanhar o processo de construção da igreja e seus artistas, para familiarizarmos com os canteiros de obras de Vila Rica que  funcionavam como uma oficina onde ocorriam trocas de experiências, saberes e técnicas construtivas, entre os diversos profissionais que atuavam nas construções  religiosas. Continue lendo “Ouro Preto (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte I: O Cartão Postal de Ouro Preto”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte I: A Construção do Templo

A história da construção desta igreja começa no ano de 1766, com a implantação da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis no então arraial do Tijuco (antiga sede do Distrito Diamantino).

A construção desta belíssima igreja apresenta sua estrutura em madeira, com suas paredes feitas em adobe. A fachada principal desta igreja é ladeada por uma única torre, a única com relógio em toda Diamantina.

A igreja se destaca também por ser o local onde descansam os restos mortais de Chica da Silva. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte I: A Construção do Templo”