Porque Ouro Preto tem duas Igrejas das Mercês? … a Mercês de Baixo e a Mercês de Cima

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Em Ouro Preto a devoção a Nossa Senhora das Mercês existem duas igrejas onde ela é a padroeira.  Os nativos diferenciam de modo peculiar, baseados na topografia da montanhosa cidade: uma é a “Mercês de baixo” (cujo nome correto é Nossa Senhora das Mercês e Perdões), situada nas baixadas do bairro dos Paulistas, a caminho da Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias, e a outra é a “Mercês de cima” (situada acima da cidade e bem próxima do Hospital da Irmandade da Misericórdia). Continue lendo “Porque Ouro Preto tem duas Igrejas das Mercês? … a Mercês de Baixo e a Mercês de Cima”

Teatro Municipal de Ouro Preto – Parte I: A Casa da Ópera

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A Casa da Ópera de Vila Rica, é o Teatro Municipal de Ouro Preto, que ostenta, segundo a tradição, o título de mais antiga casa de espetáculos em funcionamento da América do Sul e entrou até para o Guinness Book devido a essa condição.

Preserva a construção original, que demorou de 1745 a 1770 para ficar pronta. A simples fachada externa esconde o interior que remete aos tempos glamorosos do império, quando Ouro Preto era chamada de Vila Rica e o Brasil ainda era colônia de Portugal.

A casa de espetáculo traz também no seu histórico o fato de ter sido o primeiro teatro onde mulheres pisaram em um palco no Brasil. Continue lendo “Teatro Municipal de Ouro Preto – Parte I: A Casa da Ópera”

CASA da BARONESA – Parte I: A nobreza do Brasil Imperial na antiga Vila Rica de Ouro Preto

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A Casa da Baronesa está localizada na Praça Tiradentes, no centro da cidade.  A casa foi a residência de uma das mais ilustres famílias que se instalaram em Vila Rica: a família de Manoel Teixeira de Souza (Barão de Camargos) e Maria Leonor Felícia da Rosa (Viscondessa de Camargos).

Foi doada à união em 1941. Atualmente é sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Ouro Preto. Continue lendo “CASA da BARONESA – Parte I: A nobreza do Brasil Imperial na antiga Vila Rica de Ouro Preto”

MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II

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Todo mundo gosta de romance e ainda mais, de amores impossíveis. Pois bem, esta história tem todos os ingredientes de uma trama trágica, pois tendo data marcada para o casamento, o destino quis separar eles poucos dias antes da sagrada união. Por causa da Conjuração Mineira o poeta foi condenado ao exílio na África, sem nunca mais voltar a ver á namorada azarada, quem permaneceria solteira até o dia de sua morte.

Nesta segunda parte do post relacionado ao Museu Casa Tomás Antônio Gonzaga situado no casco histórico da cidade de Ouro Preto vamos a abordar o tão falado romance de Marília de Dirceu, personagens líricos dos poemas que Gonzaga dedicara a sua amada, Maria Doroteia.

Teve efeituado varias leituras ate achar a maravilhosa tese de Ana Cristina Magalhães Jardim (citada na fonte) para conseguir debelar os por menores de este romance, que conta com variadas e dissimiles versões, muito confusas e a maioria delas indocumentadas, fazendo muito difícil a tarefa de conseguir separar o mito da realidade. Continue lendo “MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II”

Basílica e Convento de Santo Domingo – Parte III: Chegou a hora de entrar no Templo e conhecer os detalhes do interior

Na Parte I falamos da historia do templo e sua fachada, junto a historia da Ordem dos Pregadores Dominicanos em América  e sua chegada a Buenos Aires para fundar a Basílica do Rosário e Convento Santo Domingo.

Na Parte II narrei a historia que une Virgem do Rosário com o título de Patrona da Reconquista e Defesa de Buenos Aires durante as Invasões Inglesas, cujas bandeiras conquistadas ao inimigo são exibidas nesta igreja.

Por fim chegou a hora de entrar no templo e apreciar a maravilhosas talhas em mármore nas colunas, confessionários e no Altar mor.  e dos increivel quadros venezianos que representam os 15  Misterios do Rosario. Desta vez, depois de navegar pelo interior do templo vamos falar sobre o culto e devoção da Virgem do Rosário em diferentes pontos de América Latina.

Também vamos falar do infeliz incêndio do antigo retábulo, uma historia que entristece a todos os amantes do patrimônio histórico da cidade de Buenos Aires.

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DIRCEU de MARÍLIA: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte I

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Para compreender a visita ao museu é preciso conhecer a vida do poeta e ouvidor Tomás Antônio Gonzaga e alguns aspectos da chamada Inconfidência Mineira relacionada á vida social e politica da antiga Vila Rica de Ouro Preto.

Se você é um desses turistas pressurosos que pretendem conhecer todas as bondades da cidade histórica de Ouro Preto em  tão só dois ou três dias, provavelmente não consiga combinar uma visita guiada ao museu, e assim ficar falto da informação necessária para compreender os detalhes da vida do poeta e seu romance com Maria Doroteia, musa inspiradora dos famosos poemas de Dirceu de Marília.

É por isso que decidi falar em este post sobre a vida do poeta Tomás Antônio Gonzaga, quem nasceu em Portugal mas de criança venho para o Brasil para logo depois voltar a Portugal para realizar sua formatura universitária. O destino quis que assumisse o importante cargo de ouvidor de Vila Rica, voltando novamente ao Brasil, nos tempos em que conheceu a sua amada Maria Doroteia.

Num segundo post narrarei as circunstancias desse romance que acabou drasticamente quando o poeta virou réu de crime de lesa-majestade por causa da Conjuração Mineira. Ele foi acusado de conspiração e preso cumprindo primeiramente pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras (RJ) para ser finalmente enviado á ilha de Moçambique na África, condenado a dez anos de exílio. Continue lendo “DIRCEU de MARÍLIA: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte I”

ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA do ROSÁRIO; Ouro Preto (MG) – Parte II

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A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos funcionou inicialmente na Matriz de Nossa Senhora do Pilar ate adquirir capela própria perto no Bairro do Caquende. A relação entre elas compreende por ocasião também da procissão conhecida como “Triunfo Eucarístico”, em que se procedeu o retorno da imagem do Santíssimo Sacramento da primitiva capela do Rosário, onde permaneceu durante obras de construção e reforma na Matriz do Pilar no início da década de 1730.

Mas desta vez, minha aproximação a Igreja do Rosario é diferente. Partindo da Matriz do Pilar, atravessando a Ponte Seca, em íngreme pendente acima, lá aparece ela no alto, considerada pelos especialistas como a expressão máxima do barroco colonial mineiro com sua planta composta pela intersecção de duas elispses, rara na história da Arquitetura brasileira. Continue lendo “ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA do ROSÁRIO; Ouro Preto (MG) – Parte II”

Basílica e Convento de Santo Domingo – Parte II: As Invasões Inglesas e Restauração da Capela do Rosário

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O costume de oferecer as bandeiras capturadas ao inimigo à Virgem que cuidara maternalmente de seus devotos nos campos de batalha tem antecedentes distantes na Europa e logo depois durante as guerras de independência na América.

Pouco antes da invasão napoleônica na península ibérica, os ingleses entraram no Rio da Prata com o objetivo de apreender dos espanhóis, os domínios de Buenos Aires e Montevidéu, em duas ocasiões (1806 e 1807).

A pilhagem dos templos e as brigas nos conventos protagonizado pelos ingleses incentivaram a visão patriótica dos crioulos. O líder determinado da defesa e reconquista de Buenos Aires, Santiago Liniers, prometeu oferecer à imagem do Rosário as bandeiras capturadas ao inimigo. Após a vitória, várias imagens foram tiradas em procissão e as bandeiras foram depositadas diante do Rosário, dentro do templo.

Atualmente, é conhecida como Virgem do Rosário da Reconquista e Defesa de Buenos Aires, pois foi nesta igreja e convento onde aconteceu o combate decisivo de Santo Domingo, que terminaria com a derrota final do exército inglês.

Visitei a Basílica do Rosário em Julho de 2019 e depois em Janeiro de 2020, registrando em primeiro lugar os trabalhos de restauração na Capela do Rosário e tempo depois, os trabalhos concluídos da capela onde estão exibidas as bandeiras capturadas aos ingleses. Continue lendo “Basílica e Convento de Santo Domingo – Parte II: As Invasões Inglesas e Restauração da Capela do Rosário”

ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO, Ouro Preto (MG), Brasil – PARTE II

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A Igreja foi construída sob a antiga capela de Santa Quitéria, que era de pau a pique e foi erguida nos primeiros anos de ocupação da cidade de Vila Rica. Construída entre 1766 e 1772, possui projeto arquitetônico de Manuel Francisco de Lisboa, o pai do Mestre Aleijadinho. Sua ornamentação possui obras do pintor Manoel da Costa Athaíde e também de Aleijadinho.

Continuamos percorrendo o interior da Igreja do Carmo para avistar os altares laterais, consistório e sacristia, onde as pinturas do forro são maravilhosas. As amplas janelas oferecem uma visual diferente a cada passo. Continue lendo “ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO, Ouro Preto (MG), Brasil – PARTE II”

ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA do ROSÁRIO; Ouro Preto (MG) – Parte I

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Atravessando a ponte dos Contos, uma estreita rua se contorna entre magníficos sobrados de dos y três andares chegando assim mais uma vez ate a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto. É a tercera vez que visito ela, assim que já tirei foto dela para caramba.

Desta vez una nova aquisição me provê a emoção de uma nova aventura …  Testar meu novo Drone!!! Continue lendo “ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA do ROSÁRIO; Ouro Preto (MG) – Parte I”