Igreja San Pedro González Telmo – Parte III: O Templo

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O começo da construção desta igreja é muito antigo, em outubro de 1734,  sendo fundada em primeiro lugar pelos frades Jesuítas. O risco do templo como a residência erguida do lado ficou a cargo do arquiteto irmão Blanqui, autor de muitos templos na época. Os ornamentos, carpintaria e marcenaria ficaram nas mãos do irmão  jesuíta José Schmidt. A comparação com a outra igreja jesuíta em Buenos Aires (San Ignacio de Loyola, no bairro de Monserrat), resulta inevitável … para surpresa de muitos a igreja de San Telmo é muito maior.

Vamos conhecer neste post o interior deste templo, que acompanhou o nascimento e desenvolvimento do antigo arraial de San Pedro, para transformar-se no centro de referencia espiritual do atual bairro de San Telmo, um dos bairros mais adorados pelo turismo internacional. Continue lendo “Igreja San Pedro González Telmo – Parte III: O Templo”

Igreja San Pedro González Telmo – Parte II: Fachada e Historia

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Os jesuítas estabelecidos na igreja de San Ignacio de Loyola fundaram sua segunda sede aqui, iniciando a evangelização do bairro incipiente da era colonial, quando San Telmo era conhecido com o nome de “Altos de San Pedro” ou “Ex-Mercado de Carretas”,  onde os viajantes pararam para descansar e dar de beber aos bois, antes de atravessar o Zanjón de Granados e entrar finalmente na cidade de Buenos Aires.

Em 1734, começou a construção da capela e foi em honor a Nuestra Señora de Belén. Em 1795 quando os jesuítas foram expulsos o local foi ocupado pelos frades Bethlemitas, uma irmandade muito ligada aos hospitais, tendo fundando um hospital na antiga residência dos jesuítas, eles assumiram a igreja.

A fachada de estilo italiano foi inspirada na Igreja dos Santos Vincenzo ed Anastasio, em Roma. O arquiteto desconhecido simplificou o conjunto de tímpanos que é uma das características dessa fachada, sem a coerência do modelo original. Foi alterado nas décadas do pintoresquismo (as duas primeiras décadas do século XX), pelo estilo colonial que é vista hoje.

Em uma intervenção que distorceu as características coloniais, a fachada foi completamente transformada por Pelayo Sainz em 1931, de acordo com um projeto neocolonial. Continue lendo “Igreja San Pedro González Telmo – Parte II: Fachada e Historia”

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade na Colômbia: Os bens culturais nomeados pela UNESCO – Parte III

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Patrimônio cultural imaterial ou Patrimônio Cultural Intangível é uma categoria de patrimônio cultural definida e adotada pela UNESCO, em 2003. Abrange as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito à sua ancestralidade, para as gerações futuras. São exemplos de patrimônio imateriais: os sabres, os modos de fazer, as formas de expressão, as celebrações, as festas e as danças populares, as lendas, as músicas, costumes e outras tradições.

A Festa de São Francisco de Assis na localidade de Quibdó começa quando o santo atravessa o rio nas jangadas e a visita cada um dos bairros, onde as pessoas fazem suas oferendas.

O Encontro Nacional de Bandas de Música em Paipa foi criado em 1973. É o encontro com a maior cobertura nacional e o de maior diversidade de categorias (bandas juvenis, maiores, especiais, de festas ou populares e bandas universitárias ou profissionais).

Na cidade de Santiago de Cali um simpático evento que mediante a elaboração das macetas de alfeñique, uma delicia culinária da região, celebra a relação simbólica entre padrinhos e afilhados. Continue lendo “Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade na Colômbia: Os bens culturais nomeados pela UNESCO – Parte III”

Basílica Nossa Senhora do Pilar – Parte III: O Templo e o Convento

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Em 1715, os frades recoletos descalços começaram a construção da igreja e do convento no que é hoje o bairro de Recoleta, em Buenos Aires. Inaugurada em 12 de outubro de 1732, a basílica Nuestra Señora del Pilar é o segundo templo mais antigo da cidade de Buenos Aires e o que melhor preserva o estilo colonial barroco original.

Construída pelos jesuítas, a Basílica Nuestra Señora del Pilar conserva altares, imagens e ornamentos originais. A igreja é um relicário de obras de arte, entre as quais destacam-se os Altares Laterais da Virgem do Carmo e do Cristo da Paciência e Humildade e uma escultura de San Pedro de Alcántara atribuída a Alonso Cano.

O visitante também tem a oportunidade de visitar um pequeno museu, onde antes ficavam os claustros dos frades recoletos. Fechados por quase três séculos, as galerias, praticamente intactas, foram abertas ao público em 1997, como um museu de arte. Continue lendo “Basílica Nossa Senhora do Pilar – Parte III: O Templo e o Convento”

Basílica Nossa Senhora do Pilar – Parte I: Recoleta o bairro mais elegante de Buenos Aires

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O bairro Recoleta, em Buenos Aires, possui uma enorme variedade de atrações turísticas para todos os gostos. Uma das atrações mais importantes do ponto de vista histórico e cultural é a Basílica Nuestra Señora del Pilar.

Caminhando pela Avenida Alvear, cheia de palácios, hotéis e residências aristocráticas, chegamos á Praça Intendente Torcuato de Alvear e  a Praça França. Nos arredores, é possível fazer um belo passeio turístico pelo Cemitério da Recoleta, pelo Centro Cultural Recoleta, pelo Buenos Aires Design Center e por uma grande variedade de estabelecimentos gastronômicos em um dos bairros mais elegantes da cidade de Buenos Aires.  Continue lendo “Basílica Nossa Senhora do Pilar – Parte I: Recoleta o bairro mais elegante de Buenos Aires”

Ruinas Jesuitas no Brasil: Os Sete Povos das Missões

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Durante a era colonial, portugueses e espanhóis disputavam áreas de influências para definir seus objetivos políticos e religiosos. Após o Tratado de Madri, de 1750, as reduções ficaram com os portugueses em troca da Colônia do Sacramento para os espanhóis.

Os Sete Povos das Missões foram assentamentos criados por padres jesuítas espanhóis no sul do Brasil com o objetivo de espalhar a fé católica catequizando os indígenas. A tarefa não foi fácil, entre os desafios dos padres jesuítas estavam os de convencer os índios de que precisavam ser sedentários e monogâmicos, enquanto o povo originário guarani, eles eram nômades, poligâmicos e politeístas. Continue lendo “Ruinas Jesuitas no Brasil: Os Sete Povos das Missões”

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade: Colômbia foi sede da última Convenção da Unesco em América Latina

Pela primeira vez, o Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco se reuniu na América Latina e no Caribe.

O Comitê se reuniu em Bogotá de 9 a 14 de dezembro de 2019 com a participação de mais de 1.000 pessoas, representantes dos 24 Estados Partes no Comitê e na Convenção, organizações não-governamentais, estados observadores e membros da sociedade civil.

Colômbia foi sede da Convenção para la Salvaguarda do Património Cultural Imaterial

Atualmente, o chanceler colombiano é presidente da Comissão Colombiana de Cooperação com a Unesco, enquanto a secretária de Cultura, Recreação e Esporte de Bogotá, María Claudia López. Ela foi presidente do Bureau do Comitê da Convenção, responsável por liderar a reunião em Bogotá.

O Comitê é o órgão de tomada de decisão da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial e tem como principais funções promover os objetivos da reunião, fornecer conselhos sobre práticas exemplares e fazer recomendações sobre medidas para salvaguardar o Patrimônio Cultural Imaterial Mundial.

Patrimônio Cultural Imaterial da Colômbia

A Colômbia tem dez manifestações declaradas Patrimônio Imaterial da Humanidade. Mas sua lista representativa é muito mais extensa e a conheceremos de aqui para frente através de várias publicações; uma viagem pelos costumes, tradições, expressões artísticas e religiosas do pais.

A Lista de Representativa é um mecanismo de salvaguarda do patrimônio cultural intangível. É constituído pelo conjunto de manifestações que são incorporadas a um catálogo especial por meio do ato administrativo da autoridade competente (Ministério da Cultura, Governadores, Prefeitos, autoridades Indígenas ou Conselhos da comunidade afro-colombiana).

A inclusão na lista tem como condição a elaboração de um plano especial de salvaguarda, acordo social para identificação, revitalização, documentação, divulgação e proteção das manifestações.

Lista de Representativa do Patrimônio Cultural Intangível da Colômbia:

  1. Espaço cultural de San Basilio de Palenque – 2008
  2. O sistema regulatório wayúu aplicado pelo palajero Putchipu’ui – 2010
  3. Música marimba e canções tradicionais do Pacífico Sul da Colômbia – 2010
  4. He Yaia Keti Oka, conhecimento tradicional (Jaguares de Yuruparí) para o manejo de grupos indígenas do rio Pirá Paraná – 2011
  5. Carnaval preto e branco de Pasto – 2009
  6. Procissões da Semana Santa em Popayán – 2009
  7. Cuadrillas de San Martín – 2017
  8. Carnaval de Riosucio – 2011
  9. Festas de San Francisco de Asís ou San Pacho em Quibdó – 2012
  10. Encontro Nacional de Bandas de Música em Paipa – 2013
  11. O processo de formar e viver como nükak baka (pessoas verdadeiras) -2013
  12. A tradição de celebrar afilhados com vasos de alfeñique na cidade de Santiago de Cali – 2013
  13. Bëtscnaté o Grande Dia da tradição Camëntsá – 2013
  14. Pinturas vivas de Galeras, Sucre – 2013
  15. Canções de trabalho de Llano – 2017
  16. A música vallenata tradicional do Caribe colombiano – 2015
  17. Galíes, ritos funerários das comunidades afro do meio de San Juan – 2014
  18. Manifestação cultural Silletera – 2015
  19. Carnaval de Barranquilla – 2015
  20. Partería afro del Pacífico – 2017
  21. O sistema de conhecimento ancestral dos povos Arhuaco, Kankuamo, Kogui e Wiwa da Serra Nevada de Santa Marta – 2017

 

fonte:

  • https://www.mincultura.gov.co/
  • http://www.unesco.org

 

Missões Jesuíticas Guaranis em Argentina e Brasil: Patrimônio Cultural Mundial da Unesco

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Atualmente, existem cerca de 30 ruínas de comunidades Guaranis / Europeias catalogadas, sendo 15 na Argentina, 7 no Brasil e 8 no Paraguai. Dessas, 7 foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco, sendo 1 no Brasil (São Miguel das Missões), 4 na Argentina (San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa María la Mayor ) e 2 no Paraguai (La Santísima Trinidad de Paraná e Jesús de Tavarangue).

Em 1984, as ruínas brasileiras de San Miguel de las Misiones, que já haviam sido declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983, foram ampliadas para incluir as missões de San Ignacio Miní, Nuestra Señora de Loreto, Santa María la Mayor e Santa Ana , tornando-se um único site transfronteiriço. Continue lendo “Missões Jesuíticas Guaranis em Argentina e Brasil: Patrimônio Cultural Mundial da Unesco”

Igreja San Pedro González Telmo – Parte I: O antigo bairro de San Telmo

Dos passeios imperdíveis na capital da Argentina, esta o passeio na feirinha mais tradicional de Buenos Aires, a famosa Feira de San Telmo que acontece todos os domingos.

Conhecido como o bairro boêmio da cidade, San Telmo abriga muitos antiquários e os famosos cafés tradicionais argentinos “bares notables”, restaurantes, museus e a Igreja San Pedro Telmo, que junto á Praça Dorrego conformam o coração do bairro portenho.

Desde os tempos coloniais San Telmo foi habitada pelas famílias mais ricas da cidade até que, em 1871, a epidemia de febre amarela atingiu a área e os sobreviventes se mudaram para o norte da cidade, nos bairros de San Nicolás e Recoleta. Após a fuga das famílias abastadas, os imigrantes europeus aproveitaram os edifícios coloniais onde se aglomeravam nos chamados “conventillos”, em pequenos cómodos.

San Telmo é um dos bairros mais bem preservados da cidade e está cheio de atrações como o Mercado de San Telmo, o Museu Zanjón de Granados, o Passeio da la Historieta, alias de teatros e Centros Culturais.

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MUSEU CASA GUIGNARD em Ouro Preto: Considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX

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Alberto Guignard foi sem duvida um dos maiores retratistas da arte brasileira. Através de pinturas, desenhos e objetos o Museu Guignard oferece uma visão ampla sobre a trajetória do mestre. Todo o seu universo de paisagens, retratos, auto-retratos, flores, naturezas-mortas, temas religiosos e outros revelam que Guignard  pintava o invisível como se imerso em estado de sonho.

Como o artista costumava dizer “o Brasil me deu Ouro Preto”. Ele amava e freqüentava muito a cidade, adorava suas igrejas, torres e colinas, o casario esparramado pelas ladeiras. Nunca chegou a realizar o sonho de ter uma casa própria aqui. Mas Ouro Preto tem uma casa especial para Guignard.

Se “o Brasil lhe deu Ouro Preto”. Ouro preto lhe deu o Museu Casa Guignard. Continue lendo “MUSEU CASA GUIGNARD em Ouro Preto: Considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX”