GRANDE HOTEL de Ouro Preto: A disputa entre a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e o projeto neocolonial de Carlos Leão

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A inserção do Grande Hotel de Oscar Niemeyer em Ouro Preto marca umas das primeiras inserções modernistas em sítios históricos no país, no momento em que a arquitetura modernista tinha grande força e o SPHAN estava em fase de consolidação.

Os projetos apresentados envolviam uma disputa conceptual dentro do âmbito da Arquitetura daqueles tempos: Moderista vs Neocolonial. Os modernistas asseguravam que seus projetos não eram suscetíveis de confundir-se com as edificações tradicionais da cidade de Ouro Preto, conformando expressões genuínas de contemporaneidade … enquanto o projeto neocolonial era julgado de “falsa arquitetura”, capaz de desvirtuar o verdadeiro contexto histórico, dando como resultado; expressões híbridas contemporâneas. Continue lendo “GRANDE HOTEL de Ouro Preto: A disputa entre a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e o projeto neocolonial de Carlos Leão”

MUSEU CASA GUIGNARD em Ouro Preto: Considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX

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Alberto Guignard foi sem duvida um dos maiores retratistas da arte brasileira. Através de pinturas, desenhos e objetos o Museu Guignard oferece uma visão ampla sobre a trajetória do mestre. Todo o seu universo de paisagens, retratos, auto-retratos, flores, naturezas-mortas, temas religiosos e outros revelam que Guignard  pintava o invisível como se imerso em estado de sonho.

Como o artista costumava dizer “o Brasil me deu Ouro Preto”. Ele amava e freqüentava muito a cidade, adorava suas igrejas, torres e colinas, o casario esparramado pelas ladeiras. Nunca chegou a realizar o sonho de ter uma casa própria aqui. Mas Ouro Preto tem uma casa especial para Guignard.

Se “o Brasil lhe deu Ouro Preto”. Ouro preto lhe deu o Museu Casa Guignard. Continue lendo “MUSEU CASA GUIGNARD em Ouro Preto: Considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II

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O museu ocupa uma das mais belas construções do período colonial, na área mais central de Ouro Preto, a praça Tiradentes. Em seus amplos salões distribuídos por dois andares, há um vasto acervo de peças que testemunham a evolução social que tornou possível o movimento de 1789; a Inconfidência Mineira, permitindo, ainda, uma nova leitura da vida social, política e artística mineira dos séculos XVIII e XIX.

Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, promoveu o repatriamento de seus restos mortais a fim de criar o Panteão dos Heróis da Independência. O Museu, totalmente completo, veio finalmente abrir suas portas somente em 11 de agosto de 1944, por ocasião das comemorações do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.

O núcleo inicial do acervo do MDINC é formado a partir de três fontes principais: Museu Arquidiocesano de Mariana, Coleção Vicente Racioppi e IPHAN. A partir daí, foi sendo ampliado por meio de compras e doações.

O Programa de Exposições contempla a exposição de longa duração, inaugurada em 1944 e modernizada em 2006 a cargo do especialista francês Pierre Catel, apresentando no primeiro andar a infraestrutura que determinou a Inconfidência Mineira – a evolução social, política e econômica de Ouro Preto – e no andar superior a superestrutura – a Igreja e sua influência no desenvolvimento artístico, a obra dos grandes artistas do período, destacando-se o Aleijadinho e Ataíde, bem como o mobiliário característico dos séculos XVIII e XIX.

Neste segundo post vamos percorrer o segundo andar do museu para continuar conhecendo seu incrível acervo museologico. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I

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A construção da Casa de Câmara e Cadeia determinou a duplicação da atual praça Tiradentes, não só com a demolição da primitiva cadeia mas ainda de diversas casas que comprometiam a visibilidade do edifício mais importante da capital.

A reconstrução de todo o largo, executada em 1797, por José Ribeiro Carvalhais, veio garantir ao museu um espaço acorde com a sua monumentalidade, uma vez que, juntamente com o prédio do Palácio dos Governadores, compunha o centro cívico de maior poder de decisão da Colônia na época.

O programa das Casas de Câmara e Cadeia tinha como finalidade satisfazer necessidades de serviços administrativos e judiciais, penitenciários e religiosos da cidade. Em 1863, diante da necessidade de aumentar o número de celas, a Câmara, que funcionava no andar superior, transferiu-se para o mesmo imóvel em que funciona até hoje.

Em 1938, com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, sendo destinada a abrigar o atual museu MDINC. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I”