MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II

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Todo mundo gosta de romance e ainda mais, de amores impossíveis. Pois bem, esta história tem todos os ingredientes de uma trama trágica, pois tendo data marcada para o casamento, o destino quis separar eles poucos dias antes da sagrada união. Por causa da Conjuração Mineira o poeta foi condenado ao exílio na África, sem nunca mais voltar a ver á namorada azarada, quem permaneceria solteira até o dia de sua morte.

Nesta segunda parte do post relacionado ao Museu Casa Tomás Antônio Gonzaga situado no casco histórico da cidade de Ouro Preto vamos a abordar o tão falado romance de Marília de Dirceu, personagens líricos dos poemas que Gonzaga dedicara a sua amada, Maria Doroteia.

Teve efeituado varias leituras ate achar a maravilhosa tese de Ana Cristina Magalhães Jardim (citada na fonte) para conseguir debelar os por menores de este romance, que conta com variadas e dissimiles versões, muito confusas e a maioria delas indocumentadas, fazendo muito difícil a tarefa de conseguir separar o mito da realidade. Continue lendo “MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II”

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Tiradentes (MG) – Parte I

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A mais antiga igreja da cidade é um dos melhores exemplares de templos construídos pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos em Minas Gerais e um dos principais bens históricos de Tiradentes.

A primitiva capela começou a ser construída provavelmente em 1708 e foi concluída em 1719. Provavelmente, foi a partir de 1760 que passou por reformas na parte arquitetônica e decorativa. A construção foi refeita em alvenaria, e a posição do sino manteve a solução tradicional de Tiradentes, com a sineira incorporada ao corpo da igreja.

Nesta primeira parte veremos detalhes de sua fachada e da incredível pintura de perspectiva ilusionista no forro da Capela-mor. Essa pintura de autor desconhecido é sem dúvida contemporânea do retábulo, podendo ambos datar de cerca de 1760.

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ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO, Ouro Preto (MG), Brasil – PARTE II

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A Igreja foi construída sob a antiga capela de Santa Quitéria, que era de pau a pique e foi erguida nos primeiros anos de ocupação da cidade de Vila Rica. Construída entre 1766 e 1772, possui projeto arquitetônico de Manuel Francisco de Lisboa, o pai do Mestre Aleijadinho. Sua ornamentação possui obras do pintor Manoel da Costa Athaíde e também de Aleijadinho.

Continuamos percorrendo o interior da Igreja do Carmo para avistar os altares laterais, consistório e sacristia, onde as pinturas do forro são maravilhosas. As amplas janelas oferecem uma visual diferente a cada passo. Continue lendo “ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO, Ouro Preto (MG), Brasil – PARTE II”

ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO, Ouro Preto (MG), Brasil – PARTE I

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A igreja de Nossa Senhora do Carmo de Ouro Preto é uma das mais belas, mais harmoniosas e mais requintadas igrejas, não apenas de Minas, mas de todo o Brasil.

Imponente é monumental situada no topo do Morro de Santa Quitéria, com ampla escadaria que lhe dá acesso, e um adro que resulta num mirante o qual oferece uma panorâmica privilegiada da cidade. Montada sobre um terraplenagem muito bem ajardinado, toda ela está construída em alvenaria de pedra e soportada por imensos paredões de sustentação.

Esta vez vou começar o post pelo interior da igreja .. que é imenso: Nave; Capela / Altar; Sacrististia; Consistorio e além tem museu também. Nesta primeira parte tem muitos videos e fotos que permitiram conhecer e seguir um recorrido, pelo sue espaço e pela sua historia. Continue lendo “ESTRADA REAL: IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO, Ouro Preto (MG), Brasil – PARTE I”

ESTRADA REAL: Igreja São Francisco de Assis, o Cartão Postal de Ouro Preto – Parte I

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A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Ouro Preto localizada no Largo do Coimbra, na parte oriental do Morro de Santa Quitéria, é considerada como o melhor exemplar do Barroco Mineiro é uma das primeiras expressões artísticas originalmente brasileiras.

A fachada da igreja é uma das maiores inovações da arquitetura colonial. O Mestre Aleijadinho criou um monumental jogo de esculturas em pedra sabão para o destaque da portada. Vista de frente, com seu desenho arredondado, a igreja apresenta duas torres igualmente arredondadas, uma novidade para a época.

Nesta primeira parte vamos a acompanhar o processo de construção da igreja e seus artistas, para familiarizarmos com os canteiros de obras de Vila Rica que  funcionavam como uma oficina onde ocorriam trocas de experiências, saberes e técnicas construtivas, entre os diversos profissionais que atuavam nas construções  religiosas. Continue lendo “ESTRADA REAL: Igreja São Francisco de Assis, o Cartão Postal de Ouro Preto – Parte I”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II

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O museu ocupa uma das mais belas construções do período colonial, na área mais central de Ouro Preto, a praça Tiradentes. Em seus amplos salões distribuídos por dois andares, há um vasto acervo de peças que testemunham a evolução social que tornou possível o movimento de 1789; a Inconfidência Mineira, permitindo, ainda, uma nova leitura da vida social, política e artística mineira dos séculos XVIII e XIX.

Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, promoveu o repatriamento de seus restos mortais a fim de criar o Panteão dos Heróis da Independência. O Museu, totalmente completo, veio finalmente abrir suas portas somente em 11 de agosto de 1944, por ocasião das comemorações do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.

O núcleo inicial do acervo do MDINC é formado a partir de três fontes principais: Museu Arquidiocesano de Mariana, Coleção Vicente Racioppi e IPHAN. A partir daí, foi sendo ampliado por meio de compras e doações.

O Programa de Exposições contempla a exposição de longa duração, inaugurada em 1944 e modernizada em 2006 a cargo do especialista francês Pierre Catel, apresentando no primeiro andar a infraestrutura que determinou a Inconfidência Mineira – a evolução social, política e econômica de Ouro Preto – e no andar superior a superestrutura – a Igreja e sua influência no desenvolvimento artístico, a obra dos grandes artistas do período, destacando-se o Aleijadinho e Ataíde, bem como o mobiliário característico dos séculos XVIII e XIX.

Neste segundo post vamos percorrer o segundo andar do museu para continuar conhecendo seu incrível acervo museologico. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I

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A construção da Casa de Câmara e Cadeia determinou a duplicação da atual praça Tiradentes, não só com a demolição da primitiva cadeia mas ainda de diversas casas que comprometiam a visibilidade do edifício mais importante da capital.

A reconstrução de todo o largo, executada em 1797, por José Ribeiro Carvalhais, veio garantir ao museu um espaço acorde com a sua monumentalidade, uma vez que, juntamente com o prédio do Palácio dos Governadores, compunha o centro cívico de maior poder de decisão da Colônia na época.

O programa das Casas de Câmara e Cadeia tinha como finalidade satisfazer necessidades de serviços administrativos e judiciais, penitenciários e religiosos da cidade. Em 1863, diante da necessidade de aumentar o número de celas, a Câmara, que funcionava no andar superior, transferiu-se para o mesmo imóvel em que funciona até hoje.

Em 1938, com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, sendo destinada a abrigar o atual museu MDINC. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I”