MINISTERIO PUBLICO de OURO PRETO: Aquele belo casearão no Largo do Cinema

Devo começar este post dizendo que detesto os organismos judicias implantados em sítios de patrimônio histórico. Eles tem sempre na porta um segurança que fala: “Está proibido tirar fotos” e para mim não existe pior frase para um fotografo compulsivo como eu. Também é certo que muitos edifícios tem conseguido conservar sua estrutura graças á funcionalidade como foi determinada neste caso. No final da rua se encontra o edifício do Fórum de Ouro Preto que já tem pronto seu novo prédio, tendo em vista instalar no local o Museu do Judiciário que sem duvidas bridara mais um atrativo á mais linda cidade colonial de Minas Gerais.

Vamos conhecer a história deste belo casarão torcendo que ele no futuro consiga ter a mesma sorte que seu prédio vizinho. Continue lendo “MINISTERIO PUBLICO de OURO PRETO: Aquele belo casearão no Largo do Cinema”

Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte II: A Missa Crioula

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A Cantoría del Socorro, coro estável da Basílica do Socorro, realiza uma obra tão intensa e marcante, em 2019 completou 60 anos. Um período muito importante para um grupo coral, o que o torna uma das duas ou três instituições mais antigas deste tipo na cidade de Buenos Aires.

A Missa Crioula é uma criação musical do musico argentino Ariel Ramirez feita com ritmos e formas musicais americanas. Para este projeto convocou ao Padre Jesús Gabriel Segade, quem fez os arranjos e harmonizações corais. Em 1964 a obra foi gravada pela primeira vez. É a única obra musical argentina publicada nos cinco continentes. O trabalho segue à risca a missa tradicional. O que o torna único é o uso de ritmos musicais tradicionais argentinos.

Missa Crioula


Já nos anos 60, Ariel Ramírez discutiu a sua ideia com um jovem amigo, o Padre Catena, então presidente da Comissão Episcopal para a América do Sul, juntos conceberam a ideia de compor uma missa com ritmos e formas musicais americanas. O Kyrie então adotou uma forma vidala / baguala; a Gloria de carnavalito; o Credo, da chacarera truncada, o Sanctus, do carnaval de Cochabamba, e o Agnus Dei, um estilo pampeano.

Feitos os esboços da estrutura, outro sacerdote o diretor do coro da Basílica do Socorro, o padre Jesús Gabriel Segade, foi quem fez os arranjos e harmonizações corais da “Missa Crioula”. O trabalho segue estritamente o ordinário da missa. O que o torna único é o uso de ritmos musicais tradicionais argentinos. Em seus 16 minutos e meio, sintetiza de maneira notável a essência da música folclórica argentina e o espírito da liturgia católica.

O sucesso da Missa Criolla foi imediato. No entanto, sua estreia pelo menos oficialmente, só aconteceu em março de 1967, quando foi apresentado em uma catedral na Alemanha.

O compositor escolheu como vozes principais para a sua criação as de Eduardo Madeo, Gerardo López, Julio César Isella e Juan Carlos Moreno; juntos, o famoso grupo folclórico “Los Fronterizos”.

Participaram deste trabalho Domingo Cura no bombo e timbales; Jaime Torres no charango; Alfredo Remus no contrabaixo; Chango Farías Gómez no bumbo e acessórios de percussão, e Raúl Barboza dando vida ao chamamé La Anunciación, com seu acordeão. Luis Amaya, José Medina e Juancito El Peregrino contribuíram com o som de seus violões. A estes se soma a valiosa contribuição do Padre Jesús Gabriel Segade, à frente do coro da Cantoria da Basílica do Socorro.

Mais de vinte anos depois, em 31 de maio de 1978, a Missa Crioula foi cantada pela primeira vez em função da cerimônia religiosa, durante uma missa ecumênica concelebrada na Catedral de Buenos Aires por líderes de diferentes religiões e em várias línguas. horas antes do início da Copa do Mundo.

A Cantoría del Socorro


Igreja_Iglesia_Retiro_Argentina_Patrimonio_Parroquia_Cristo_Señor_Milagros_Misa Criolla_Segade _Cantoría del SocorroMons. J. G. Segade executou todos os arranjos e harmonizações corais da “Misa Criolla” de Ariel Ramírez. O coro Cantoria da Basílica del Socorro explodiu com fama incomum quando, junto com Ariel Ramírez, o grupo folclórico Los Fronterizos assumiram o papel central no nascimento mundialmente famosa Missa Crioula.

Pela primeira vez o coro assumiu a música folclórica através de Ariel Ramírez, nos ritmos de vidala, baguala, carnavalito, yaraví, carnaval boliviano e estilo pampeano. Foi um grande desafio, já que o Coro era inteiramente dedicado à música sacra.

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“La Cantoría del Socorro”, coro estável da Basílica do Socorro

É a única obra musical argentina publicada nos cinco continentes. Em 1964 a obra foi gravada pela primeira vez e foi publicada no ano seguinte na histórica placa Philips.  Ariel Ramirez relata o encontro com os diretivos da Philips: Quando apresentei o projeto eles me desafiaram: ‘Se você puder me garantir que essa massa venderá mais de 2.500 discos, nós desistimos. Começamos a gravar em Odeón, com Los Fronterizos e a Cantoría del Socorro, e terminamos no final de outubro, porque deveria estar à venda no Natal.

Quando o presidente da Philips ouviu a gravação pela primeira vez, me ligou chorando: “Ariel, você fez um trabalho maravilhoso … Estou emocionado … Quero parabenizar a todos”. O impacto se reflete, do ponto de vista comercial, nos mais de 30 milhões de exemplares vendidos no início deste século. Em 1994 houve uma remasterização (Philips, 1994) da primeira gravação da Missa Crioula.

Em 2000, a cantora argentina Mercedes Sosa gravou outra versão da Missa Crioula. Por esse álbum, ele recebeu o Prêmio Grammy Latino.  Neste vídeo junto ao Mestre Jaime Torres com seu instrumento clássico chamado “Charango”, típico das terras andinas do norte argentino.

Em 2014, para a festa de Nossa Senhora de Guadalupe em 12 de dezembro, Patricia Sosa, acompanhada pelos músicos Tukuta Gordillo e Rodolfo Ruíz, interpretaram a Missa Crioula na Basílica de São Pedro na Cidade do Vaticano para uma Missa presidida pelo Papa Francisco.

Lado B: Nosso Natal


A obra Nosso Natal é uma das grandes criações folclóricas argentinas de Ariel Ramírez (1921-2010) como músico e de Félix Luna (1925-2009), como poeta, em uma longa lista de criações compartilhadas, cada uma melhor que a outra. Nesse caso, contaram também com a valiosa colaboração do Padre Antônio Segade.

Embora o trabalho tenha sido emparelhado desde o início com a famosa Missa Crioula, como o lado B do vinil original, e mesmo muitas pessoas os tomem como um trabalho integral, na realidade o Nosso Natal é diferente da missa.

É uma obra em que seis marcos do evangelho infantil são coletados e apresentados em ritmos folclóricos individuais, típicos de diferentes regiões da Argentina. Os poemas, por sua vez, foram adaptados às formas usuais em cada um dos gêneros.

Jesus Gabriel Segade (1923-2007)


Mons. Jesus Gabriel Segade

A Cantoría del Socorro foi fundada em 1959 pelo diretor, organista e compositor Monsenhor Jesús Gabriel Segade (1923-2007), capelão da Basílica Nuestra Señora del Socorro.

Ordenado sacerdote em 21 de setembro de 1946, Monsenhor Segade era licenciado em Filosofia e tinha estudado música com o compositor Gilardo Gilardi e órgão com Julio Perceval. Se aperfeiçoou na França com os mestres Pehú e Delastre, e se especializou na modalidade e ritmo gregoriano, no Institut St. Grégoire le Grand. Ele também se destacou como organista, diretor e professor em nosso país. Fundou o Instituto de Música Sacra de Buenos Aires. Foi chefe da cátedra de órgão do Conservatório Nacional Carlos López Buchardo, da cátedra de música sacra da Pontifícia Universidade Católica da Argentina e presidente da Fundação Ars Musicalis.

Mons. J. G. Segade serviu como sacerdote por cinquenta anos na Igreja Nuestra Señora del Socorro e dirigiu a Cantoría del Socorro até sua morte em 2007, aos 81 anos de edade.

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Coro polifônico de longa história, especializou-se na interpretação de música sacra de todos os períodos e estilos. Realizou tournée pela Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Itália e acompanhou musicalmente os serviços religiosos celebrados pelo Papa João Paulo II na sua primeira visita à Argentina.

O coro estável da Basílica del Socorro, realiza uma obra tão intensa e marcante, interatuando com as melhores orquestras sinfônicas de Buenos Aires (orquestra de cámara do Congrego Nacional) executando o repertório da “Escola Romana” (do século XVI ao XX), ou seja, o repertório das grandes basílicas papais de Roma.

Atualmente dirigido pelo jovem músico italiano Giovanni Panella, Compositor Italiano, Maestro de Orquestra e Coro sob cuja orientação realiza o repertório para os concertos sinfônicos / corais de sua temporada, bem como o repertório litúrgico para as missas solenes da Basílica.

 

fonte:

  • http://www.basilicadelsocorro.org.ar/resena
  • http://www.cienciayfe.com.ar/parroquias/imagenxiglesia.php?numeroparroquia=5
  • https://www.clarin.com/espectaculos/musica/misa-criolla-conmovedora-historia-inspiro-obra-cumbre-musica-argentina_0_c7SDAd_GRv.
  • htmlhttps://www.lanacion.com.ar/

 

 

 

La Glorieta de Barrancas: A Milonga tradicional do bairro de Belgrano acontece em um parque

Em 1910, a Glorieta de Barrancas tinha o objetivo de acolher as orquestras e bandas de música que ofereciam seus shows ao ar livre. Hoje, tornou-se um ícone do tango.

Tradicionalmente, as Barrancas representam um importante centro de transbordo de passageiros e costumam ser epicentro de feiras e festivais a céu aberto. Durante as noites, é comum encontrar seguidores do tango de diversas idades reunidos para dançar em seu antigo coreto, a famosa: Glorieta de Belgrano. Continue lendo “La Glorieta de Barrancas: A Milonga tradicional do bairro de Belgrano acontece em um parque”

Igreja N S das Mercês e Perdões – Parte I: A Mercês de Baixo de Ouro Preto (MG)

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Esta igreja foi erguida a partir da primitiva Capela chamada Bom Jesus dos Perdões (Cristo Crucificado) edificada pelo padre José Fernandes Leite, que ele mesmo  doou em 1760 à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês. Da justaposição abreviada das duas devoções deriva a singular denominação de Nossa Senhora das Mercês e Perdões, pela qual a igreja é conhecida popularmente.

A igreja localizava-se numa região geográfica abaixo da outra irmandade de Mercês, ficando conhecida também como “Mercês de baixo” e a outra como “Mercês de cima” ou “Mercês e Misericórdia”. Continue lendo “Igreja N S das Mercês e Perdões – Parte I: A Mercês de Baixo de Ouro Preto (MG)”

Teatro Municipal de Ouro Preto – Parte II: Restauração da Casa da Ópera

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Em estilo barroco, possui três andares laterais, camarote central e plateia em forma de Lira para 300 lugares no total. É um dos mais belos do Brasil e ainda é palco de muitas apresentações artísticas e culturais em Ouro Preto.

Em 2015 uma das joias mais refinadas da arquitetura colonial mineira voltou a brilhar aos olhos do público e recuperou a função de palco barroco das artes cênicas. Fechado quase dois anos, após interdição pelos bombeiros, a Casa da Ópera de Ouro Preto, tem novamente programação regular e “segurança” para atores, plateia e funcionários, conforme garantem as autoridades locais. Continue lendo “Teatro Municipal de Ouro Preto – Parte II: Restauração da Casa da Ópera”

Esquina Homero Manzi: Show de tango no bairro de Boedo

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Na esquina de San Juan e Boedo encontra-se um antigo café que deve seu nome a um dos letristas mais famosos da Argentina: a Esquina Homero Manzi.

Hoje o lugar é um ponto de encontro e de atrações culturais que lembra a cultura urbana dos anos 40, um lugar histórico que representa o verdadeiro subúrbio e evoca outros tempos . Por suas mesas passaram músicos de tango que protagonizaram a expressão artística mais representativa da cidade.

Em 2004, ele foi declarado “Café Notável” pela Comissão para a Proteção e Promoção dos Cafés, Bares, Bilhares e Confeitaria Notáveis da Cidade de Buenos Aires e no mesmo ano, a esquina da residência foi considerada Área de Proteção Histórica. Continue lendo “Esquina Homero Manzi: Show de tango no bairro de Boedo”

MUSEU CASA DOS CONTOS – Parte I: A maior construção particular da Vila Rica de sua época colonial

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A Casa dos Contos, um casarão de três andares (o último construído juntamente com algumas alas já no século XIX) é realmente bem mais que um museu. Ela é considerada a maior construção particular da Vila Rica de sua época.

Atualmente acolhe um museu, o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro.  Trata-se de um dos mais belos e amplos edifícios residenciais do barroco mineiro, devendo-se o seu risco ao Mestre Antônio de Souza Calheiros.

Considerada por alguns autores o mais bela exemplar da construção civil de Ouro Preto. Continue lendo “MUSEU CASA DOS CONTOS – Parte I: A maior construção particular da Vila Rica de sua época colonial”

Porque Ouro Preto tem duas Igrejas das Mercês? … a Mercês de Baixo e a Mercês de Cima

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Em Ouro Preto a devoção a Nossa Senhora das Mercês existem duas igrejas onde ela é a padroeira.  Os nativos diferenciam de modo peculiar, baseados na topografia da montanhosa cidade: uma é a “Mercês de baixo” (cujo nome correto é Nossa Senhora das Mercês e Perdões), situada nas baixadas do bairro dos Paulistas, a caminho da Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias, e a outra é a “Mercês de cima” (situada acima da cidade e bem próxima do Hospital da Irmandade da Misericórdia). Continue lendo “Porque Ouro Preto tem duas Igrejas das Mercês? … a Mercês de Baixo e a Mercês de Cima”

Teatro Municipal de Ouro Preto – Parte I: A Casa da Ópera

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A Casa da Ópera de Vila Rica, é o Teatro Municipal de Ouro Preto, que ostenta, segundo a tradição, o título de mais antiga casa de espetáculos em funcionamento da América do Sul e entrou até para o Guinness Book devido a essa condição.

Preserva a construção original, que demorou de 1745 a 1770 para ficar pronta. A simples fachada externa esconde o interior que remete aos tempos glamorosos do império, quando Ouro Preto era chamada de Vila Rica e o Brasil ainda era colônia de Portugal.

A casa de espetáculo traz também no seu histórico o fato de ter sido o primeiro teatro onde mulheres pisaram em um palco no Brasil. Continue lendo “Teatro Municipal de Ouro Preto – Parte I: A Casa da Ópera”

A Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte I: A igreja da colónia que acolheu ao Cristo Senhor dos Milagres em Buenos Aires

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Na periferia da cidade, ao norte, havia um oratório denominado “dos pescadores”. Nessa área, em 1750, o espanhol Alejandro del Valle doou um terreno para a construção de um templo dedicado a Nossa Senhora do Socorro. Em 1769, essa igreja foi nomeada vice-paróquia da Catedral, e uma paróquia foi erguida em 25 de março de 1783. O templo foi consagrado em 20 de maio de 1896 pelo Arcebispo de Buenos Aires, Uladislao Castellano. E pouco depois, em 12 de fevereiro de 1898, o Papa Leão XIII a declarou Basílica Menor, sendo o primeiro templo em nosso país a alcançar esta distinção eclesiástica. Continue lendo “A Basílica Nossa Senhora do Socorro – Parte I: A igreja da colónia que acolheu ao Cristo Senhor dos Milagres em Buenos Aires”