Matriz de Santo Antônio, Tiradentes (MG) – Parte II: O interior dourado em Ouro

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O interior da matriz, consagrada a Santo Antônio. segundo cronistas de todos os tempos, asseguram que se trata da igreja mais bela e mais majestosa das Minas Gerais. Logo na entrada, é difícil não se impressionar com os lustres de prata e a quantidade de ouro que decoram o altar e suas imagens.

A matriz de Santo Antônio surprende pelo seu interior deslumbrantemente dourado. Esta igreja é considerada a segunda igreja em ouro do Brasil, sendo a primeira em Salvador, Bahia.

A capela-mor foi executada entre 1739-1741 pelo entalhador João Ferreira Sampaio. Ela é um dos mais admiráveis conjuntos de talha do Brasil. Continue lendo “Matriz de Santo Antônio, Tiradentes (MG) – Parte II: O interior dourado em Ouro”

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Tiradentes (MG) – Parte I

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A mais antiga igreja da cidade é um dos melhores exemplares de templos construídos pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos em Minas Gerais e um dos principais bens históricos de Tiradentes.

A primitiva capela começou a ser construída provavelmente em 1708 e foi concluída em 1719. Provavelmente, foi a partir de 1760 que passou por reformas na parte arquitetônica e decorativa. A construção foi refeita em alvenaria, e a posição do sino manteve a solução tradicional de Tiradentes, com a sineira incorporada ao corpo da igreja.

Nesta primeira parte veremos detalhes de sua fachada e da incredível pintura de perspectiva ilusionista no forro da Capela-mor. Essa pintura de autor desconhecido é sem dúvida contemporânea do retábulo, podendo ambos datar de cerca de 1760.

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Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II

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O museu ocupa uma das mais belas construções do período colonial, na área mais central de Ouro Preto, a praça Tiradentes. Em seus amplos salões distribuídos por dois andares, há um vasto acervo de peças que testemunham a evolução social que tornou possível o movimento de 1789; a Inconfidência Mineira, permitindo, ainda, uma nova leitura da vida social, política e artística mineira dos séculos XVIII e XIX.

Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, promoveu o repatriamento de seus restos mortais a fim de criar o Panteão dos Heróis da Independência. O Museu, totalmente completo, veio finalmente abrir suas portas somente em 11 de agosto de 1944, por ocasião das comemorações do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.

O núcleo inicial do acervo do MDINC é formado a partir de três fontes principais: Museu Arquidiocesano de Mariana, Coleção Vicente Racioppi e IPHAN. A partir daí, foi sendo ampliado por meio de compras e doações.

O Programa de Exposições contempla a exposição de longa duração, inaugurada em 1944 e modernizada em 2006 a cargo do especialista francês Pierre Catel, apresentando no primeiro andar a infraestrutura que determinou a Inconfidência Mineira – a evolução social, política e econômica de Ouro Preto – e no andar superior a superestrutura – a Igreja e sua influência no desenvolvimento artístico, a obra dos grandes artistas do período, destacando-se o Aleijadinho e Ataíde, bem como o mobiliário característico dos séculos XVIII e XIX.

Neste segundo post vamos percorrer o segundo andar do museu para continuar conhecendo seu incrível acervo museologico. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I

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A construção da Casa de Câmara e Cadeia determinou a duplicação da atual praça Tiradentes, não só com a demolição da primitiva cadeia mas ainda de diversas casas que comprometiam a visibilidade do edifício mais importante da capital.

A reconstrução de todo o largo, executada em 1797, por José Ribeiro Carvalhais, veio garantir ao museu um espaço acorde com a sua monumentalidade, uma vez que, juntamente com o prédio do Palácio dos Governadores, compunha o centro cívico de maior poder de decisão da Colônia na época.

O programa das Casas de Câmara e Cadeia tinha como finalidade satisfazer necessidades de serviços administrativos e judiciais, penitenciários e religiosos da cidade. Em 1863, diante da necessidade de aumentar o número de celas, a Câmara, que funcionava no andar superior, transferiu-se para o mesmo imóvel em que funciona até hoje.

Em 1938, com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, sendo destinada a abrigar o atual museu MDINC. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I”

NH Galeria de Arte, Cartagena de Indias, Colômbia

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O NH Galeria abriu suas portas em janeiro de 2011. Desde então, se especializou na promoção e divulgação de arte contemporânea colombiana e internacional em Cartagena das Índias, Colômbia.

A galeria mostra artistas consagrados e artistas emergentes de todo o mundo. O NH Galeria trabalha em conjunto com a Nohra Haime Gallery, em Nova York, criando um link que visa enriquecer o intercâmbio cultural internacional.

NH Galeria fica localizado no casco histórico da ciudade amurallada no Callejón de los Estribos, esquina Playa de la Artillería, Carrera, 2 No. 33-36.

O centro histórico de Cartagena, a Cidade Amurallada, é um grande conjunto de magníficos edifícios cercados por as muralhas que antigamente protegiam a cidade de ataques invasores. Declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1984 é um dos locais turísticos mais importantes do país, pois contém o legado do período de conquista pela beleza de suas ruas. Nela o visitante pode encontrar belas praças, estátuas e museus que preservam parte da história cultural do país.

Galeria de arte  – Espaço arquitetônico

Uma Galeria de arte é um espaço arquitetônico que expõe e comercializa adequadamente as obras de arte. Os espaços são definidos para proporcionarem uma correta apreciação dos objetos expostos, levando em consideração o posicionamento, iluminação e e circulação do espectador.

As galerias promovem os seus artistas de uma forma mais agressiva e sistemática do que os museus. Estes tem que dar conta de um acervo vasto, enquanto a galeria é focada em seu punhado de artistas, realizam individuais, imprimem material de catalogação, fazem uma assessoria de imprensa mais precisa, distribuem com mais agilidade, atualizam o preço das obras e fazem eventos domésticos e internacionais com mais frequência do que os museus.

Os museus, embora manifestem um certo afastamento, estão intimamente ligados ao mercado, os curadores contam com os galeristas como seus principais fornecedores de artistas, são raríssimas as curadorias que privilegiam artistas sem galerias.

A Galería NH foi fundada em janeiro de 2011 em Cartagena por iniciativa da Galeria Nohra Haime, em Nova York. Seu objetivo é mostrar e comercializar obras de arte contemporânea internacional, tanto de professores quanto de jovens artistas de vanguarda: pintura, escultura, fotografia, gravuras e novas expressões, como vídeo e instalações.

Em 2012, o NH Galeria organizou uma amostra de 15 esculturas monumentais da escultora grega Sophia Vari, expostas nas diferentes praças e ruas principais da cidade amuralhada. Em janeiro de 2014, ele comemorou a Primeira Bienal de Arte de Cartagena das Índias.

O NH Galería fez amostras individuais do professor colombiano Alejandro Obregon; pinturas a óleo do pintor canadense Julie Hedrick; grabados do japonês Takashi Murakami; fotografia da colombiana Natalia Arias, entre outras. Igualmente exibiu obras de Alexander Calder, Cruz-Diez, Roberto Matta, Julio Larraz, Victor Vasarely, Alvaro Barrios, Sophia Vari, Andy Warhol, Lika Mutal, etc.

A galeria mostra uma variedade de disciplinas, incluindo pintura, escultura, fotografia, instalação e vídeo; e dedica um setor ao mercado de arte contemporanea do século XX.

O Sistema de Iluminação

Visitar exposições, museus, lugares históricos, galerias de arte são considerados por mim como verdadeiros momentos de inspiração. Mesmo que você não tiver a grana para comprar uma costossisima pintura ou escultura, sempre e bom ficar maravilhado pelos trabalhos artísticos de novos expoentes contemporâneos. Este sano exercício de visitar museus e galerias de arte alimenta nossa sensibilização em relação à produção de arte, e nutre por sua vez de maneira prática nossos conhecimentos acerca de aqueles sistemas de iluminação projetados para cenificar obras de arte.

No salão principal, um sistema de projetores montados em trilhos, dispostos en forma perimetral, cobrem as paredes principais da exposição. A sala também possui esculturas montadas em bases pequenas e coloridas.

A encenação da arte requer pensar em termos de qualidades da luz. Portanto, em cada exposição, é levantada a questão de quais são as ferramentas de iluminação mais adequadas.

Para arquitetos, projetistas de iluminação e projetistas elétricos, a flexibilidade da instalação de iluminação é particularmente relevante.

Como as exposições trabalham com objetos de vários tamanhos, formatos e materiais, é essencial ter ferramentas de iluminação flexíveis e diferentes.

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A grande vantagem dos sistemas de trilhos é a sua flexibilidade. Os projetores podem ser agrupados para atingir a potência necessária para cobrir toda a superfície da obra, atendendo aos níveis máximos admissíveis. Diferentes graus de abertura podem ser aplicados, bem como o uso de diferentes filtros ópticos que permitem que o feixe de iluminação seja adaptado ao tamanho do trabalho.

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Por seu lado, os visitantes apreciam o conforto visual de uma exposição caracterizada por iluminação vertical uniforme e uma luz sem ofuscamento. Assim, do ponto de vista dos designers de exposições, a iluminação representa muito mais do que luz suficiente para contemplar obras de arte. Para eles, a iluminação é um instrumento importante para encenar a cultura.

A luz é um excelente instrumento para atrair visitantes ao museu e guiá-los através de exposições. Por meio de superfícies verticais intensamente iluminadas nos principais eixos visuais e usando diferentes níveis de iluminação, podem ser estabelecidas hierarquias expressivas de percepção. O uso de diferentes potências permite uma gradação diferenciada dos níveis de brilho em salas pequenas e grandes.

Entre as principais tarefas do proprietário da galeria estão apresentar de maneira otimizada os tesouros da coleção de arte e criar uma atmosfera atraente para os visitantes. Por exemplo, por meio de um impressionante jogo de luz e sombra ou usando as diferentes cores e temperaturas de cor da luz, que permitem apresentar vários materiais de uma maneira cromaticamente sutil.

É um sistema de iluminação pouco pretensioso, minúsculo, de modo que não distrai aos visitantes

 

Obras destacadas da Coleção Permanente

William Aparicio desenvolve diferentes projetos de pesquisa, dos quais seus principais interesses são a relação de arte e tecnologia, através de imagens fotográficas.

“A décima quinta imprecisão do bom artista”, William Aparicio

William Aparicio (Bucaramanga, 28 de maio de 1985), é mestre em artes plásticas com profundidade em pintura, história e teoria da arte, especialista em fotografia e mestre em artes plásticas e visuais da Universidade Nacional com tese meritória. Tem experiência na realização de processos educacionais em torno da fotografia e criação artística e como professor de Imagem Digital na Universidade Jorge Tadeo Lozano. Trabalhou individual e coletivamente em cidades como Bogotá e Bucaramanga e em países como Espanha, Brasil, Peru e Panamá, entre outros.

“A décima quinta imprecisão do bom artista”, apresentada no NH GALLERY consiste em um conjunto de peças, resultado de um experimento em que partes da coleção de diferentes relógios foram registradas por um scanner. De fato, muitos pequenos elementos saltaram sobre o vidro e, com uma pinça, construíram linhas de escrita temporária impossíveis de ler. A água será escaneada centenas de vezes para formar uma animação em que a marca e o senso de tempo da máquina desapareceram.

‘Tejiendo Calle’ – by Ruby Rumié

‘Tejiendo Calle’, obra da artista de Cartagena Ruby Rumié, que explorou a vida cotidiana por três anos e revelou os segredos de 50 vendedoras de peixe nas ruas de Cartagena.

O projetoinvolucrou 50 vendedoras de peixe nas ruas de Cartagena.

São fotografias de mulheres humildes que viajaram a maior parte da vida nas ruas com uma bacia na cabeça cheia de peixes ou frutas para ganhar a vida diária, mas que, em meio à opulência e à imagem tecnicolor da cidade turística tornaram-se anônimas.

“Esse projeto nasceu bem na rua: na minha frente estava Dominga vendendo peixe como há mais de quarenta e cinco anos no meu bairro, mas pela primeira vez eu a vi”, disse a artista, durante a apresentação do livro do trabalho, na Galeria NH de Cartagena.

A maioria deles, apesar de percorrer as mesmas ruas vendendo peixe, por mais de quatro décadas, não se conhecia.

O resultado daquele primeiro encontro com Dominga desencadeou uma série de retratos bonitos e de grande formato de vendedores do distrito de Palenque, e setores esquecidos, como Tierrabomba e outros bairros populares, fora dos muros da cidade colonial, que chegaram com suas vidas cheias de ensinamentos e símbolos.

‘Tejiendo Calle’ foi exibida em Nova York a convite da Fundação Rockefeller, na NH Gallery em Cartagena e no Rayo Museum em Roldanillo, Valle.

 

fonte

www.nhgaleria.com

www.eltiempo.com

 

 

 

 

Restauração dos elementos Artísticos e Integrados da Matriz de N S da Conceição, Ouro Preto, (MG) Brasil – Parte II

Uma das igrejas mais representativas do conjunto histórico de Ouro Preto, em Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias esta sendo restaurada. Passei por ali para registrar os trabalhos e técnicas de restauração do interior, conformado por um grupo de artistas/restauradores trabalhando in situ no embelezamento de esta antiga Matriz.

Bora, pois bem … estam todos convidados a revisar os trabalhos de restauração de esta magnífica Matriz de Ouro Preto, construída pelos mestres Manuel Francisco Lisboa (pai) e Aleijadinho (filho), símbolos do barroco mineiro. Continue lendo “Restauração dos elementos Artísticos e Integrados da Matriz de N S da Conceição, Ouro Preto, (MG) Brasil – Parte II”

Arraial de Antônio Dias, Ruinas do Palácio Velho, Ouro Preto, (MG) Brasil.

Caminhei pelas ruas do bairro Antônio Dias  onde fica uma das igrejas mais representativas do conjunto histórico de Ouro Preto, em Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, cujo interior esta sendo restaurado atualmente.

Antônio Dias é um bairro cheio pontes, chafarizes e sobrados ehistorias, que se remonta a sua ancestral rivalidade com a irmandade da Matriz do Pilar, do outro lado da montanha.

Mas minha curiosidade me levou a perguntar:  porque … ANTONIO DIAS?

Pois bem, no inicio do post teremos uma breve visão de como foram os origens da cidade, bem longe do que hoje se conhece como a trama urbana unificada de Ouro Preto, já que os primeiros assentamentos do sítio de Vila Rica ocorreram nas margens dos dois principais arraiais que deram origem a cidade: Antônio Dias e Pilar de Ouro Preto.

Bora conhecer algumas historias do bairro Antonio Dias.
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Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, em Ouro Preto, (MG) Brasil – Parte I

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias está entre os mais belos exemplares barrocos da cidade de Ouro Preto. Ela merece destaque por ser das maiores em tamanho e suntuosidade, senão também pela presença do túmulo de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e seu pai Manuel Francisco Lisboa.

A Matriz é uma das mais antigas da cidade, com data de 1707. Já a construção da igreja definitiva aconteceu entre 1727. O rico interior original passa por longo processo de restauração, enquanto a fachada sofreu interferências no século XIX e não é mais a original.  Continue lendo “Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, em Ouro Preto, (MG) Brasil – Parte I”