Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade na Colômbia: Os bens culturais nomeados pela UNESCO – Parte I

UNESCO_Inmaterial_CULTURAL_Musica_Teatro_ritos_comunidade_Carnaval_Festa_Cultura_Humanidade_tradição_dança _tambor_Palenque

Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, celebrações, formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). São referências culturais fundadas na tradição e manifestadas por indivíduos ou grupos de indivíduos como expressão de sua identidade cultural e social.

Em Colômbia existem expressões musicais e orais, como lumbalú, canções de trabalho, acordes, décimas palenqueras e outras que alcançaram reconhecimento nacional, como a bullerengue sentao, cumbia e mapalé, que também são praticados em outros lugares na costa do Caribe colombiano. Por sua vez, as melodias e ritmos da herança africana se mantém viva a traves do instrumento artesanal chamado “marimba” no Pacífico Sul da Colômbia.

O sistema aplicado pelos membros da comunidade indígena Wayúu chamadas “palabreros“, trata-se de pessoas experientes na resolução de conflitos e desacordos entre os clãs da comunidade, que se destacam por suas virtudes no plano ético e moral.   Continue lendo “Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade na Colômbia: Os bens culturais nomeados pela UNESCO – Parte I”

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade: Colômbia foi sede da última Convenção da Unesco em América Latina

Pela primeira vez, o Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco se reuniu na América Latina e no Caribe.

O Comitê se reuniu em Bogotá de 9 a 14 de dezembro de 2019 com a participação de mais de 1.000 pessoas, representantes dos 24 Estados Partes no Comitê e na Convenção, organizações não-governamentais, estados observadores e membros da sociedade civil.

Colômbia foi sede da Convenção para la Salvaguarda do Património Cultural Imaterial

Atualmente, o chanceler colombiano é presidente da Comissão Colombiana de Cooperação com a Unesco, enquanto a secretária de Cultura, Recreação e Esporte de Bogotá, María Claudia López. Ela foi presidente do Bureau do Comitê da Convenção, responsável por liderar a reunião em Bogotá.

O Comitê é o órgão de tomada de decisão da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial e tem como principais funções promover os objetivos da reunião, fornecer conselhos sobre práticas exemplares e fazer recomendações sobre medidas para salvaguardar o Patrimônio Cultural Imaterial Mundial.

Patrimônio Cultural Imaterial da Colômbia

A Colômbia tem dez manifestações declaradas Patrimônio Imaterial da Humanidade. Mas sua lista representativa é muito mais extensa e a conheceremos de aqui para frente através de várias publicações; uma viagem pelos costumes, tradições, expressões artísticas e religiosas do pais.

A Lista de Representativa é um mecanismo de salvaguarda do patrimônio cultural intangível. É constituído pelo conjunto de manifestações que são incorporadas a um catálogo especial por meio do ato administrativo da autoridade competente (Ministério da Cultura, Governadores, Prefeitos, autoridades Indígenas ou Conselhos da comunidade afro-colombiana).

A inclusão na lista tem como condição a elaboração de um plano especial de salvaguarda, acordo social para identificação, revitalização, documentação, divulgação e proteção das manifestações.

Lista de Representativa do Patrimônio Cultural Intangível da Colômbia:

  1. Espaço cultural de San Basilio de Palenque – 2008
  2. O sistema regulatório wayúu aplicado pelo palajero Putchipu’ui – 2010
  3. Música marimba e canções tradicionais do Pacífico Sul da Colômbia – 2010
  4. He Yaia Keti Oka, conhecimento tradicional (Jaguares de Yuruparí) para o manejo de grupos indígenas do rio Pirá Paraná – 2011
  5. Carnaval preto e branco de Pasto – 2009
  6. Procissões da Semana Santa em Popayán – 2009
  7. Cuadrillas de San Martín – 2017
  8. Carnaval de Riosucio – 2011
  9. Festas de San Francisco de Asís ou San Pacho em Quibdó – 2012
  10. Encontro Nacional de Bandas de Música em Paipa – 2013
  11. O processo de formar e viver como nükak baka (pessoas verdadeiras) -2013
  12. A tradição de celebrar afilhados com vasos de alfeñique na cidade de Santiago de Cali – 2013
  13. Bëtscnaté o Grande Dia da tradição Camëntsá – 2013
  14. Pinturas vivas de Galeras, Sucre – 2013
  15. Canções de trabalho de Llano – 2017
  16. A música vallenata tradicional do Caribe colombiano – 2015
  17. Galíes, ritos funerários das comunidades afro do meio de San Juan – 2014
  18. Manifestação cultural Silletera – 2015
  19. Carnaval de Barranquilla – 2015
  20. Partería afro del Pacífico – 2017
  21. O sistema de conhecimento ancestral dos povos Arhuaco, Kankuamo, Kogui e Wiwa da Serra Nevada de Santa Marta – 2017

 

fonte:

  • https://www.mincultura.gov.co/
  • http://www.unesco.org

 

NH Galeria de Arte, Cartagena de Indias, Colômbia

Cidade Amurallada_Patrimônio_Unesco_Centro_Histórico_Iluminação_Arquitetura_Design_Arte

O NH Galeria abriu suas portas em janeiro de 2011. Desde então, se especializou na promoção e divulgação de arte contemporânea colombiana e internacional em Cartagena das Índias, Colômbia.

A galeria mostra artistas consagrados e artistas emergentes de todo o mundo. O NH Galeria trabalha em conjunto com a Nohra Haime Gallery, em Nova York, criando um link que visa enriquecer o intercâmbio cultural internacional.

NH Galeria fica localizado no casco histórico da ciudade amurallada no Callejón de los Estribos, esquina Playa de la Artillería, Carrera, 2 No. 33-36.

O centro histórico de Cartagena, a Cidade Amurallada, é um grande conjunto de magníficos edifícios cercados por as muralhas que antigamente protegiam a cidade de ataques invasores. Declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1984 é um dos locais turísticos mais importantes do país, pois contém o legado do período de conquista pela beleza de suas ruas. Nela o visitante pode encontrar belas praças, estátuas e museus que preservam parte da história cultural do país.

Galeria de arte  – Espaço arquitetônico

Uma Galeria de arte é um espaço arquitetônico que expõe e comercializa adequadamente as obras de arte. Os espaços são definidos para proporcionarem uma correta apreciação dos objetos expostos, levando em consideração o posicionamento, iluminação e e circulação do espectador.

As galerias promovem os seus artistas de uma forma mais agressiva e sistemática do que os museus. Estes tem que dar conta de um acervo vasto, enquanto a galeria é focada em seu punhado de artistas, realizam individuais, imprimem material de catalogação, fazem uma assessoria de imprensa mais precisa, distribuem com mais agilidade, atualizam o preço das obras e fazem eventos domésticos e internacionais com mais frequência do que os museus.

Os museus, embora manifestem um certo afastamento, estão intimamente ligados ao mercado, os curadores contam com os galeristas como seus principais fornecedores de artistas, são raríssimas as curadorias que privilegiam artistas sem galerias.

A Galería NH foi fundada em janeiro de 2011 em Cartagena por iniciativa da Galeria Nohra Haime, em Nova York. Seu objetivo é mostrar e comercializar obras de arte contemporânea internacional, tanto de professores quanto de jovens artistas de vanguarda: pintura, escultura, fotografia, gravuras e novas expressões, como vídeo e instalações.

Em 2012, o NH Galeria organizou uma amostra de 15 esculturas monumentais da escultora grega Sophia Vari, expostas nas diferentes praças e ruas principais da cidade amuralhada. Em janeiro de 2014, ele comemorou a Primeira Bienal de Arte de Cartagena das Índias.

O NH Galería fez amostras individuais do professor colombiano Alejandro Obregon; pinturas a óleo do pintor canadense Julie Hedrick; grabados do japonês Takashi Murakami; fotografia da colombiana Natalia Arias, entre outras. Igualmente exibiu obras de Alexander Calder, Cruz-Diez, Roberto Matta, Julio Larraz, Victor Vasarely, Alvaro Barrios, Sophia Vari, Andy Warhol, Lika Mutal, etc.

A galeria mostra uma variedade de disciplinas, incluindo pintura, escultura, fotografia, instalação e vídeo; e dedica um setor ao mercado de arte contemporanea do século XX.

O Sistema de Iluminação

Visitar exposições, museus, lugares históricos, galerias de arte são considerados por mim como verdadeiros momentos de inspiração. Mesmo que você não tiver a grana para comprar uma costossisima pintura ou escultura, sempre e bom ficar maravilhado pelos trabalhos artísticos de novos expoentes contemporâneos. Este sano exercício de visitar museus e galerias de arte alimenta nossa sensibilização em relação à produção de arte, e nutre por sua vez de maneira prática nossos conhecimentos acerca de aqueles sistemas de iluminação projetados para cenificar obras de arte.

No salão principal, um sistema de projetores montados em trilhos, dispostos en forma perimetral, cobrem as paredes principais da exposição. A sala também possui esculturas montadas em bases pequenas e coloridas.

A encenação da arte requer pensar em termos de qualidades da luz. Portanto, em cada exposição, é levantada a questão de quais são as ferramentas de iluminação mais adequadas.

Para arquitetos, projetistas de iluminação e projetistas elétricos, a flexibilidade da instalação de iluminação é particularmente relevante.

Como as exposições trabalham com objetos de vários tamanhos, formatos e materiais, é essencial ter ferramentas de iluminação flexíveis e diferentes.

.

A grande vantagem dos sistemas de trilhos é a sua flexibilidade. Os projetores podem ser agrupados para atingir a potência necessária para cobrir toda a superfície da obra, atendendo aos níveis máximos admissíveis. Diferentes graus de abertura podem ser aplicados, bem como o uso de diferentes filtros ópticos que permitem que o feixe de iluminação seja adaptado ao tamanho do trabalho.

.

Por seu lado, os visitantes apreciam o conforto visual de uma exposição caracterizada por iluminação vertical uniforme e uma luz sem ofuscamento. Assim, do ponto de vista dos designers de exposições, a iluminação representa muito mais do que luz suficiente para contemplar obras de arte. Para eles, a iluminação é um instrumento importante para encenar a cultura.

A luz é um excelente instrumento para atrair visitantes ao museu e guiá-los através de exposições. Por meio de superfícies verticais intensamente iluminadas nos principais eixos visuais e usando diferentes níveis de iluminação, podem ser estabelecidas hierarquias expressivas de percepção. O uso de diferentes potências permite uma gradação diferenciada dos níveis de brilho em salas pequenas e grandes.

Entre as principais tarefas do proprietário da galeria estão apresentar de maneira otimizada os tesouros da coleção de arte e criar uma atmosfera atraente para os visitantes. Por exemplo, por meio de um impressionante jogo de luz e sombra ou usando as diferentes cores e temperaturas de cor da luz, que permitem apresentar vários materiais de uma maneira cromaticamente sutil.

É um sistema de iluminação pouco pretensioso, minúsculo, de modo que não distrai aos visitantes

 

Obras destacadas da Coleção Permanente

William Aparicio desenvolve diferentes projetos de pesquisa, dos quais seus principais interesses são a relação de arte e tecnologia, através de imagens fotográficas.

“A décima quinta imprecisão do bom artista”, William Aparicio

William Aparicio (Bucaramanga, 28 de maio de 1985), é mestre em artes plásticas com profundidade em pintura, história e teoria da arte, especialista em fotografia e mestre em artes plásticas e visuais da Universidade Nacional com tese meritória. Tem experiência na realização de processos educacionais em torno da fotografia e criação artística e como professor de Imagem Digital na Universidade Jorge Tadeo Lozano. Trabalhou individual e coletivamente em cidades como Bogotá e Bucaramanga e em países como Espanha, Brasil, Peru e Panamá, entre outros.

“A décima quinta imprecisão do bom artista”, apresentada no NH GALLERY consiste em um conjunto de peças, resultado de um experimento em que partes da coleção de diferentes relógios foram registradas por um scanner. De fato, muitos pequenos elementos saltaram sobre o vidro e, com uma pinça, construíram linhas de escrita temporária impossíveis de ler. A água será escaneada centenas de vezes para formar uma animação em que a marca e o senso de tempo da máquina desapareceram.

‘Tejiendo Calle’ – by Ruby Rumié

‘Tejiendo Calle’, obra da artista de Cartagena Ruby Rumié, que explorou a vida cotidiana por três anos e revelou os segredos de 50 vendedoras de peixe nas ruas de Cartagena.

O projetoinvolucrou 50 vendedoras de peixe nas ruas de Cartagena.

São fotografias de mulheres humildes que viajaram a maior parte da vida nas ruas com uma bacia na cabeça cheia de peixes ou frutas para ganhar a vida diária, mas que, em meio à opulência e à imagem tecnicolor da cidade turística tornaram-se anônimas.

“Esse projeto nasceu bem na rua: na minha frente estava Dominga vendendo peixe como há mais de quarenta e cinco anos no meu bairro, mas pela primeira vez eu a vi”, disse a artista, durante a apresentação do livro do trabalho, na Galeria NH de Cartagena.

A maioria deles, apesar de percorrer as mesmas ruas vendendo peixe, por mais de quatro décadas, não se conhecia.

O resultado daquele primeiro encontro com Dominga desencadeou uma série de retratos bonitos e de grande formato de vendedores do distrito de Palenque, e setores esquecidos, como Tierrabomba e outros bairros populares, fora dos muros da cidade colonial, que chegaram com suas vidas cheias de ensinamentos e símbolos.

‘Tejiendo Calle’ foi exibida em Nova York a convite da Fundação Rockefeller, na NH Gallery em Cartagena e no Rayo Museum em Roldanillo, Valle.

 

fonte

www.nhgaleria.com

www.eltiempo.com