Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte II: Historia e Fachada

Instalado na antiga Cadeia Pública da cidade de Tiradentes, o museu abriga 291 imagens de Sant’Ana, a santa protetora dos lares e da família, bem como dos mineradores. São obras brasileiras, de várias regiões do país, eruditas e populares, dos mais variados estilos e técnicas, produzidas em sua maioria por artistas anônimos, entre os séculos XVII e XIX.

O Museu de Sant’Ana, bem como o Museu do Oratório, em Ouro Preto e o Museu de Artes e Ofícios em Belo Horizonte estão vinculados ao Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG, fundado em 1998 e presidido por Angela Gutierrez. Continue lendo “Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte II: Historia e Fachada”

Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), autarquia do Ministério da Cultura, em especial por meio do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), é a instituição de referência para a atuação relativa ao Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil (PCI) no Brasil.

Durante 15 anos, o Iphan tem registrado patrimônios imateriais brasileiros. Englobam bens de natureza imaterial, incluídos aí os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade brasileira.

Dos 47 bens culturais imateriais brasileiros reconhecidos pelo IPHAN, 5 foram inscritos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

  • Samba de Roda do Recôncavo Baiano
  • Arte Kusiwa – pintura corporal e arte gráfica Wajãpi
  • Frevo
  • Círio de Nazaré
  • Roda de Capoeira

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Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte I: As coleções de Angela Gutierrez que deram origem a três museus em Minas Gerais

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Concebido de forma exemplar, a partir de critérios museológicos e museográficos que dialogam com a própria história do prédio, a antiga Cadeia Pública da cidade de Tiradentes, o Museu de Sant’Ana foi inaugurado em 2014.

O Museu de Arte Sacra Brasileira  abriga ao redor de 300 imagens de Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, santa protetora dos lares e da família, bem como dos mineradores.

Reunidas por Angela Gutierrez, presidenta do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), ao longo de quatro décadas de buscas e pesquisas, as peças constituem um acervo sem similar no país. Continue lendo “Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte I: As coleções de Angela Gutierrez que deram origem a três museus em Minas Gerais”

MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II

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Todo mundo gosta de romance e ainda mais, de amores impossíveis. Pois bem, esta história tem todos os ingredientes de uma trama trágica, pois tendo data marcada para o casamento, o destino quis separar eles poucos dias antes da sagrada união. Por causa da Conjuração Mineira o poeta foi condenado ao exílio na África, sem nunca mais voltar a ver á namorada azarada, quem permaneceria solteira até o dia de sua morte.

Nesta segunda parte do post relacionado ao Museu Casa Tomás Antônio Gonzaga situado no casco histórico da cidade de Ouro Preto vamos a abordar o tão falado romance de Marília de Dirceu, personagens líricos dos poemas que Gonzaga dedicara a sua amada, Maria Doroteia.

Teve efeituado varias leituras ate achar a maravilhosa tese de Ana Cristina Magalhães Jardim (citada na fonte) para conseguir debelar os por menores de este romance, que conta com variadas e dissimiles versões, muito confusas e a maioria delas indocumentadas, fazendo muito difícil a tarefa de conseguir separar o mito da realidade. Continue lendo “MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II”

DIRCEU de MARÍLIA: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte I

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Para compreender a visita ao museu é preciso conhecer a vida do poeta e ouvidor Tomás Antônio Gonzaga e alguns aspectos da chamada Inconfidência Mineira relacionada á vida social e politica da antiga Vila Rica de Ouro Preto.

Se você é um desses turistas pressurosos que pretendem conhecer todas as bondades da cidade histórica de Ouro Preto em  tão só dois ou três dias, provavelmente não consiga combinar uma visita guiada ao museu, e assim ficar falto da informação necessária para compreender os detalhes da vida do poeta e seu romance com Maria Doroteia, musa inspiradora dos famosos poemas de Dirceu de Marília.

É por isso que decidi falar em este post sobre a vida do poeta Tomás Antônio Gonzaga, quem nasceu em Portugal mas de criança venho para o Brasil para logo depois voltar a Portugal para realizar sua formatura universitária. O destino quis que assumisse o importante cargo de ouvidor de Vila Rica, voltando novamente ao Brasil, nos tempos em que conheceu a sua amada Maria Doroteia.

Num segundo post narrarei as circunstancias desse romance que acabou drasticamente quando o poeta virou réu de crime de lesa-majestade por causa da Conjuração Mineira. Ele foi acusado de conspiração e preso cumprindo primeiramente pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras (RJ) para ser finalmente enviado á ilha de Moçambique na África, condenado a dez anos de exílio. Continue lendo “DIRCEU de MARÍLIA: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte I”

GRANDE HOTEL de Ouro Preto: A disputa entre a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e o projeto neocolonial de Carlos Leão

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A inserção do Grande Hotel de Oscar Niemeyer em Ouro Preto marca umas das primeiras inserções modernistas em sítios históricos no país, no momento em que a arquitetura modernista tinha grande força e o SPHAN estava em fase de consolidação.

Os projetos apresentados envolviam uma disputa conceptual dentro do âmbito da Arquitetura daqueles tempos: Moderista vs Neocolonial. Os modernistas asseguravam que seus projetos não eram suscetíveis de confundir-se com as edificações tradicionais da cidade de Ouro Preto, conformando expressões genuínas de contemporaneidade … enquanto o projeto neocolonial era julgado de “falsa arquitetura”, capaz de desvirtuar o verdadeiro contexto histórico, dando como resultado; expressões híbridas contemporâneas. Continue lendo “GRANDE HOTEL de Ouro Preto: A disputa entre a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer e o projeto neocolonial de Carlos Leão”

MUSEU CASA GUIGNARD em Ouro Preto: Considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX

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Alberto Guignard foi sem duvida um dos maiores retratistas da arte brasileira. Através de pinturas, desenhos e objetos o Museu Guignard oferece uma visão ampla sobre a trajetória do mestre. Todo o seu universo de paisagens, retratos, auto-retratos, flores, naturezas-mortas, temas religiosos e outros revelam que Guignard  pintava o invisível como se imerso em estado de sonho.

Como o artista costumava dizer “o Brasil me deu Ouro Preto”. Ele amava e freqüentava muito a cidade, adorava suas igrejas, torres e colinas, o casario esparramado pelas ladeiras. Nunca chegou a realizar o sonho de ter uma casa própria aqui. Mas Ouro Preto tem uma casa especial para Guignard.

Se “o Brasil lhe deu Ouro Preto”. Ouro preto lhe deu o Museu Casa Guignard. Continue lendo “MUSEU CASA GUIGNARD em Ouro Preto: Considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX”

ESTRADA REAL: Igreja São Francisco de Assis, o Cartão Postal de Ouro Preto – Parte I

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A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Ouro Preto localizada no Largo do Coimbra, na parte oriental do Morro de Santa Quitéria, é considerada como o melhor exemplar do Barroco Mineiro é uma das primeiras expressões artísticas originalmente brasileiras.

A fachada da igreja é uma das maiores inovações da arquitetura colonial. O Mestre Aleijadinho criou um monumental jogo de esculturas em pedra sabão para o destaque da portada. Vista de frente, com seu desenho arredondado, a igreja apresenta duas torres igualmente arredondadas, uma novidade para a época.

Nesta primeira parte vamos a acompanhar o processo de construção da igreja e seus artistas, para familiarizarmos com os canteiros de obras de Vila Rica que  funcionavam como uma oficina onde ocorriam trocas de experiências, saberes e técnicas construtivas, entre os diversos profissionais que atuavam nas construções  religiosas. Continue lendo “ESTRADA REAL: Igreja São Francisco de Assis, o Cartão Postal de Ouro Preto – Parte I”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II

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O museu ocupa uma das mais belas construções do período colonial, na área mais central de Ouro Preto, a praça Tiradentes. Em seus amplos salões distribuídos por dois andares, há um vasto acervo de peças que testemunham a evolução social que tornou possível o movimento de 1789; a Inconfidência Mineira, permitindo, ainda, uma nova leitura da vida social, política e artística mineira dos séculos XVIII e XIX.

Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, promoveu o repatriamento de seus restos mortais a fim de criar o Panteão dos Heróis da Independência. O Museu, totalmente completo, veio finalmente abrir suas portas somente em 11 de agosto de 1944, por ocasião das comemorações do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.

O núcleo inicial do acervo do MDINC é formado a partir de três fontes principais: Museu Arquidiocesano de Mariana, Coleção Vicente Racioppi e IPHAN. A partir daí, foi sendo ampliado por meio de compras e doações.

O Programa de Exposições contempla a exposição de longa duração, inaugurada em 1944 e modernizada em 2006 a cargo do especialista francês Pierre Catel, apresentando no primeiro andar a infraestrutura que determinou a Inconfidência Mineira – a evolução social, política e econômica de Ouro Preto – e no andar superior a superestrutura – a Igreja e sua influência no desenvolvimento artístico, a obra dos grandes artistas do período, destacando-se o Aleijadinho e Ataíde, bem como o mobiliário característico dos séculos XVIII e XIX.

Neste segundo post vamos percorrer o segundo andar do museu para continuar conhecendo seu incrível acervo museologico. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I

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A construção da Casa de Câmara e Cadeia determinou a duplicação da atual praça Tiradentes, não só com a demolição da primitiva cadeia mas ainda de diversas casas que comprometiam a visibilidade do edifício mais importante da capital.

A reconstrução de todo o largo, executada em 1797, por José Ribeiro Carvalhais, veio garantir ao museu um espaço acorde com a sua monumentalidade, uma vez que, juntamente com o prédio do Palácio dos Governadores, compunha o centro cívico de maior poder de decisão da Colônia na época.

O programa das Casas de Câmara e Cadeia tinha como finalidade satisfazer necessidades de serviços administrativos e judiciais, penitenciários e religiosos da cidade. Em 1863, diante da necessidade de aumentar o número de celas, a Câmara, que funcionava no andar superior, transferiu-se para o mesmo imóvel em que funciona até hoje.

Em 1938, com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, sendo destinada a abrigar o atual museu MDINC. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I”