Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II

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O museu ocupa uma das mais belas construções do período colonial, na área mais central de Ouro Preto, a praça Tiradentes. Em seus amplos salões distribuídos por dois andares, há um vasto acervo de peças que testemunham a evolução social que tornou possível o movimento de 1789; a Inconfidência Mineira, permitindo, ainda, uma nova leitura da vida social, política e artística mineira dos séculos XVIII e XIX.

Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, promoveu o repatriamento de seus restos mortais a fim de criar o Panteão dos Heróis da Independência. O Museu, totalmente completo, veio finalmente abrir suas portas somente em 11 de agosto de 1944, por ocasião das comemorações do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.

O núcleo inicial do acervo do MDINC é formado a partir de três fontes principais: Museu Arquidiocesano de Mariana, Coleção Vicente Racioppi e IPHAN. A partir daí, foi sendo ampliado por meio de compras e doações.

O Programa de Exposições contempla a exposição de longa duração, inaugurada em 1944 e modernizada em 2006 a cargo do especialista francês Pierre Catel, apresentando no primeiro andar a infraestrutura que determinou a Inconfidência Mineira – a evolução social, política e econômica de Ouro Preto – e no andar superior a superestrutura – a Igreja e sua influência no desenvolvimento artístico, a obra dos grandes artistas do período, destacando-se o Aleijadinho e Ataíde, bem como o mobiliário característico dos séculos XVIII e XIX.

Neste segundo post vamos percorrer o segundo andar do museu para continuar conhecendo seu incrível acervo museologico. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte II”

Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I

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A construção da Casa de Câmara e Cadeia determinou a duplicação da atual praça Tiradentes, não só com a demolição da primitiva cadeia mas ainda de diversas casas que comprometiam a visibilidade do edifício mais importante da capital.

A reconstrução de todo o largo, executada em 1797, por José Ribeiro Carvalhais, veio garantir ao museu um espaço acorde com a sua monumentalidade, uma vez que, juntamente com o prédio do Palácio dos Governadores, compunha o centro cívico de maior poder de decisão da Colônia na época.

O programa das Casas de Câmara e Cadeia tinha como finalidade satisfazer necessidades de serviços administrativos e judiciais, penitenciários e religiosos da cidade. Em 1863, diante da necessidade de aumentar o número de celas, a Câmara, que funcionava no andar superior, transferiu-se para o mesmo imóvel em que funciona até hoje.

Em 1938, com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, sendo destinada a abrigar o atual museu MDINC. Continue lendo “Museu da Inconfidência em Ouro Preto, Minas Gerais – Parte I”

PATRIMÔNIOS da HUMANIDADE no BRASIL – Parte II

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconhece 15 sítios de Patrimônio Cultural Mundial aqui no Brasil.

Hoje, outros 1.092 lugares do mundo têm o título de patrimônio mundial. Deles, 21 estão no Brasil, além do recentemente nomeado Paraty: 14 são considerados patrimônios culturais (como Brasília e os centros históricos de Ouro Preto, Salvador e Olinda, entre outros), e, sete, naturais (como a Área de Conservação do Pantanal e o Parque Nacional do Iguaçu).

 

  • Sítios do Patrimônio Cultural: 14
  • Sítios do Patrimônio Natural: 7
  • Sítios do Patrimônio Misto: PARATY

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PATRIMÔNIOS da HUMANIDADE no BRASIL – Parte I

Na década de 1950, começa a surgir a preocupação com a proteção dos patrimônios culturais por parte da UNESCO, que inicia uma campanha nos países para que assegurassem a proteção de seus patrimônios arquitetônicos e culturais.

No ano de 1971, essa entidade promoveu a assinatura da Convenção por parte dos países e solicitou aos Estados-Membros a apresentação de sítios considerados significativos para a humanidade. para a inclusão na Lista do Patrimônio. 

As informações sobre cada candidatura são avaliadas por comissões técnicas, sendo a aprovação final feita anualmente pelo Comitê do Patrimônio Mundial, integrado por representantes de 21 países. O objetivo é reconhecer a importância internacional de cada um deles, bem como sua relevância na história, além de incentivar a preservação e conservação.

O primeiro sítio a receber o título de Patrimônio  Mundial ou Patrimônio da Humanidade no Brasil foi a cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, em 1980.

O mais novo foi declarado pela UNESCO recentemente no julho de 2019 … O Centro Histórico de Paraty e Ilha Grande junto as reservas de Mata Atlântica da região da Baía da Ilha Grande.

Centro Histórico de Paraty e Ilha Grande

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