Patrimônio Histórico da Colômbia: História de eventos que afetaram seu patrimônio cultural

Terremotos e Incêndios são as principais ameaças que sofre o Patrimônio Histórico e Cultural da Colômbia. As forcas da natureza colocam em evidência a vulnerabilidade dos edifícios mais antigos provocando perdidas irreparáveis.

Os terremotos


A Colômbia tem uma história de eventos que afetaram seu patrimônio. Em 31 de março de 1983, às 8h15 da manhã, havia incerteza em Popayán. O terror tomou conta das ruas na Quinta-feira de Semana Santa, após um terremoto que atingiu 5,5 na escala Richter. Foram cerca de 15 segundos de caos.

O centro histórico e todos os edifícios monumentais ruíram e, embora hoje tenham sido recuperados fisicamente, o seu valor histórico foi diminuído pela reconstrução e inclusão de novos materiais na arquitetura antiga.

Diante dos olhos da comunidade, tudo o que conheciam estava desmoronando, o templo de São Francisco, o teatro municipal Guillermo Valencia, entre outros locais emblemáticos da capital do departamento de Cauca. Metade de suas 35 igrejas foram destruídas. Aproximadamente 6.800 residências e edifícios, a maioria localizados na área histórica de Popayán, foram demolidos pelo terremoto que deixou 267 mortos e 7.500 feridos.

Diante desse desafio, o então presidente Betancur expediu os decretos que permitiam a destinação de verbas especiais para ajudar a cidade no seu processo de restauração que na época da tragédia se preparava para as tradicionais procissões de Semana Santa.

Esta não foi a única data em que um terremoto foi registrado naquela área, nos anos de 1566, 1735, 1789, 1825, 1906 e 1979 também foram vivenciadas as consequências deixadas após os terremotos. Isso pode não ser fortuito, já que Popayán está na área do planeta conhecida como anel de fogo do Pacífico, onde ocorre com mais frequência a atividade sísmica e vulcânica.

Igreja de San Andrés de Pisimbalá


A capela, construída no final do século XVIII, é o ícone deste parque arqueológico único na Colômbia, adjacente ao de San Agustín, Huila.

A igreja de San Andrés de Pisimbalá, uma joia localizada em Cauca, devorada em 2013 por um incêndio que causou conflitos sociais e atos de vandalismo que não foram totalmente esclarecidos ate hoje. O conflito aconteceu entre indígenas e camponeses da região pela autonomia da educação e disputa de terras.

Em março de 2017, um incêndio, felizmente controlado, ameaçou destruir a igreja de Nuestra Señora de Chiquinquirá, do século 18. Em julho de 2018, no santuário de Las Lajas, em Ipiales, o incêndio provocado pelas velas votivas poderia ter sido fatal, embora felizmente nada grave aconteceu.

Mas a vulnerabilidade do patrimônio, em muitos casos, especialmente na Colômbia, tem a ver com o estado de sua conservação e os materiais utilizados. Na sua maioria, são espaços com pouca ventilação e com uma estrutura antiga, e cujas características construtivas, assim como os seus materiais, são muitas vezes tão frágeis como as colecções que albergam no seu interior. O número de paroquianos ou turistas, as velas acesas, a localização em zonas sísmicas, as fortes chuvas, entre outros fatores, aumentam os riscos de catástrofes.

O caso mexicano


Em 1985, um poderoso terremoto de magnitude 8,1 ocorreu nas costas de Guerrero e Michoacán, causando grande devastação na Cidade do México e deixando quase 10.000 mortos. 32 anos depois, na mesma data, um terremoto de 7,1 causou terror entre os mexicanos e já deixou mais de 400 mortos.

Os efeitos do terremoto de 19 de setembro de 2017. Voluntários removem escombros durante uma busca por sobreviventes em um prédio desabado na Cidade do México

Casos como os últimos terremotos no México, em 2017, em que os planos nunca contemplaram dois terremotos consecutivos de tais magnitudes, nos mostram como é importante ter um plano prévio, funcional e eficaz, abrangente e realista. Ali, por outro lado, reinava o caos, a incerteza e a falta de coordenação entre as autoridades e a sociedade; Isso levou à perda de edifícios de grande valor para sempre.

No México, como resultado de sua recente e dolorosa experiência, já implementam programas de prevenção de desastres em matéria de patrimônio cultural, com medidas para prevenir os riscos contra furacões e terremotos, e foram desenvolvidas estratégias para minimizar os perigos, algumas delas focadas em na determinação da vulnerabilidade dos edifícios mais antigos.

 

fonte:

  • https://www.eltiempo.com/colombia/cali/se-cumplen-37-anos-del-terremoto-que-destruyo-popayan-en-1983-479192
  • https://www.elespectador.com/noticias/nacional/restos-de-un-lugar-historico/
  • https://www.nationalgeographicbrasil.com/2018/10/terremoto-tsunami-mexico-placa-tectonica-geologia-geologo-tremor-terra-destruicao

 

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