DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte III: A irmandade franciscana no Brasil

Embora a ordem franciscana tenha vindo com Cabral oito frades e o superior frei Henrique de Coimbra, que aqui celebrou a primeira missa, a Ordem só foi instalada permanentemente em 1585.  Chegam a São Paulo (em 1640) e bem mais tarde nas Minas Gerais só a partir das chamadas Ordens Terceiras; Ouro Preto (1746), Mariana (1748) e São João del-Rei (1749).

No Arraial de Tijuco (atual Diamantina em 1762), ao igual que suas antecessoras construíram belíssimo templo ornamentado com os trabalhos dos artistas mais destacados da época. Sendo uma irmandade constituída exclusivamente pelos homes brancos mais abastados da sociedade representou uma das associações religiosas leigas de maior destaque no período colonial, especialmente em Minas Gerais. Responsável pela agremiação de alguns dos mais proeminentes indivíduos, este grupo teve influência marcante na composição estrutural da sociedade mineira, reforçando valores hierárquicos e garantindo aos seus membros posição de destaque.

Ordens Terceiras e Irmandades


As associações religiosas chamadas ordens terceiras tiveram papel fundamental na vida social, política e religiosa da Colônia brasileira e sua atuação foi forte em Minas Gerais, favorecida pelas proibições da Coroa Portuguesa em torno da livre circulação de religiosos, considerados suspeitos de contrabando do ouro. Assim os soberanos portugueses, ao estimularem a criação das irmandades, eximiam-se de subsidiar a construção, a ornamentação e a manutenção das igrejas, além de se livrarem dos encargos essenciais da assistência social à população, incluindo os cimenteiros, os quais também ficavam sob a responsabilidade dos leigos através das irmandades.

No que respeita à organização interna das irmandades para a obtenção de recursos económicos os irmãos deveriam cumprir uma série de deveres estipulados pela confraria em seu Compromisso, como o pagamento da uma taxa de entrada, a quitação das anuidades, pagamento por sufrágios, etc. Na maioria dos casos os membros não cumpriam com esses termos sendo muitos expulsos ou formalizando o pagamento da divida na hora da morte a traves de seus testamentos.

Em todo caso, a partir da finalização do período de exploração do ouro e diamantes a situação económica das irmandades se complico mais ainda, tendo muita delas suas fachadas e douramentos de altares completamente acabados nos finais do século 19, curiosamente quando o auge do Ciclo do Ouro, já tinha finalizado.

Ordem de São Francisco de Assis no Brasil


A Ordem dos Frades Menores, ou ordem franciscana, fundada por Francisco de Assis no início do século XIII, difundiu-se extraordinariamente nos séculos posteriores e seu fundador tornou-se uma das personalidades mais prestigiadas da história religiosa ocidental.

A difusão dos princípios franciscanos logo estimulou a criação da Terceira Ordem dos Frades Menores de São Francisco, para abrigar pessoas que desejavam seguir o exemplo de Francisco de Assis, sem renúncia à família e propriedades. Espalharam-se as fraternidades terceiras em todas as partes do mundo, atraindo gente simples e, também, ricos e nobres, incluindo reis e rainhas, como São Luís IX, rei de França, e Santa Isabel da Hungria, que se tornaram padroeiros dos irmãos terceiros.

No Brasil, embora tenham vindo com Cabral oito frades e o superior frei Henrique de Coimbra, que aqui celebrou a primeira missa, a Ordem só foi instalada permanentemente em 1585, no convento de Nossa Senhora das Neves, em Olinda sendo o convento franciscano mais antigo no Brasil.  Como em muitos outros casos, os terrenos foram doados por membros da elite local; a irmã terceira de São Francisco, D. Maria da Rosa, ofereceu a Ermida de Nossa Senhora das Neves e a sua casa de recolhimento. Parcialmente destruído pelos Holandeses, foi reconstruído na segunda metade do século XVII.

Convento Franciscano, Olinda (PE)

A doação de terrenos evidencia que, apesar do interesse devocional, a presença franciscana na região também era estimulada pela nobilitação da vila. Outro aspecto pertinente é a assistência prestada pelos frades junto aos indígenas, afinal, a catequese era o principal meio de controle dos nativos. Outras povoações seguiram pelo mesmo desejo e, em 1587, o Convento de São Francisco de Salvador foi fundado. Sua instalação é de difícil esclarecimento, dependendo daquilo que as crônicas alegam, pois aqui também a ocupação holandesa de 1624 resultou na destruição de sua documentação.

Em seguida, muitos estabelecimentos conventuais foram fundados no Nordeste e em várias partes do território brasileiro, entre outros, os de Cairu, Igaraçu, Ipojuca, Marechal Deodoro, Penedo, João Pessoa, Salvador, Recife, Cabo Frio, Rio de Janeiro e Santos. Quanto às ordens terceiras, disseminaram-se, também, logo a partir da primeira metade do século XVII nos principais núcleos urbanos.

O frei Apolinário da Conceição, escritor da ordem e dono de uma ampla bibliografia publicada, em 1733 contabilizou na América: 417 Conventos, 78 Hospícios, 300 paróquias, 02 Colégios e 417 Missões, distribuídas entre 16 Províncias e 02 Custódias.

Ordem de São Francisco de Assis em São Paulo


Convento Franciscano, São Paulo

Foi no ano de 1640 que chegou a São Paulo uma caravana de sete religiosos franciscanos que se instalaram numa casa em frente à Ermida de Santo Antônio, na atual Praça do Patriarca. Dois anos depois, no dia 24 de dezembro 1642, os frades ganharam um terreno, doado pela Câmara, de “oitenta braças de chão”, e davam início à construção do seu convento. No dia 17 de setembro de 1647, festa das Chagas de São Francisco, foi inaugurado o Convento de São Francisco e de São Domingos, seu primeiro nome de batismo. São, portanto, 380 anos de presença franciscana em São Paulo e 373 anos de fundação do Convento. Uma história que se funde com a história da própria cidade. Na época que foi inaugurado era o maior já construído em São Paulo, com dois andares em taipa, o único na cidade.

Com apenas seis religiosos residindo no Convento (que já havia abrigado mais de 200), o edifício foi solicitado pelo Governo para a instalação da atual Faculdade de Direito da USP. A inauguração aconteceu no dia 11 de agosto de 1827.

Ordem Terceira, São Francisco em Minas Gerais


Em 1711, a Coroa percebeu a necessidade de um controle mais rígido da região e transformou os primitivos arraiais nas primeiras vilas: Ribeirão do Carmo (futura cidade de Mariana), Vila Rica e Vila Real (atual Sabará). Para evitar o contrabando do ouro, nesse mesmo ano, foi proibida a instalação de Ordens Regulares, proibiu-se a entrada de religiosos em Minas Gerais e em 1721 ordenaram aos jesuítas que saíssem da região. As outras ordens religiosas não estavam mais presentes no interior, somente no litoral.

Como consequência as chamadas ordens terceiras, confrarias ou associações leigas foram criadas para suprir a demanda religiosa, sendo financiadas e administradas por indivíduos leigos. Isto resultou muito conveniente para a Coroa Portuguesa delegando para eles as despesas na construção dos templos e a implantação de cemitérios.

Em Minas Gerais, as associações de terceiros franciscanos instalaram-se nas principais vilas nos anos 1740, geralmente abrigadas nas igrejas matrizes e, mais tarde, em capelas próprias, a exemplo de Ouro Preto (1746), Mariana (1748) e São João del-Rei (1749). Nas duas décadas seguintes, seguiram-se novas fundações, entre outras, as de Conceição do Mato Dentro (1757), de Diamantina (1762) e, mais tarde, as de Caeté (1783) e Vila do Príncipe (1782).

Estrada Real_Minas Gerais_Irmandade_Unesco_Patrimônio_Humanidade_Arquitetura_Bbarroco_Aleijadinho_Portada
A irmandade congregava, em sua maioria, os intelectuais da região e agregavam pessoas ligadas às elites política, econômica e social de cada vila. (Frontão obra do Aleijadinho, Ouro Preto)

Assim que possível, a população substituiu as capelas provisórias por capelas maiores feitas com materiais mais resistentes e nas vilas, surgiam as igrejas Matrizes. Comumente sede da Irmandade do Santíssimo Sacramento, ela recebia todos os moradores da região e seu edifício possuía grandes dimensões para acomodar vários retábulos laterais que abrigavam as outras devoções. As irmandades do Santíssimo Sacramento e do respectivo padroeiro do templo compartilhavam o espaço privilegiado da capela-mor, as demais irmandades situavam-se nos altares laterais da nave.

Tudo isso como resultado do investimento, não do Estado, nem da Igreja, mas da própria população que pagava esmolas e donativos para contribuir com as despesas. Em geral, a Irmandade do Santíssimo Sacramento reunia os homens brancos e a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário era a associação dos negros. Até meados do século XVIII uma grande variedade de irmandades foi criada para congregar os diversos estratos sociais que iam surgindo. Neste cenário se encontram a Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, dos crioulos (negros nascidos no Brasil), a Irmandade de São José (dos homens pardos), que comumente agremiava os oficiais mecânicos e artistas.

A Ordem Terceira de São Francisco de Assis é uma das associações religiosas leigas de maior destaque no período colonial, especialmente em Minas Gerais. Responsável pela agremiação de alguns dos mais proeminentes indivíduos, este grupo teve influência marcante na composição estrutural da sociedade mineira, reforçando valores hierárquicos e garantindo aos seus membros posição de destaque.

Tamanha importância na sociedade viria a se manifestar nas diversas formas de atuação da Ordem, seja na assistência aos irmãos enfermos e necessitados, nas missas rezadas aos irmãos defuntos, no apoio espiritual e especialmente em aparições públicas na forma de procissões, festas e cerimônias organizadas por eles. Todas as manifestações desta associação eram cercadas de grandiloquência, algo não apenas aceitável … deviam ter charme e estilo: como era desejável em uma sociedade regida por normas do antigo regime.

Minas Gerais_Irmandade_Unesco_ Patrimônio_Estrada Real_Arquitetur_Bbarroco_Aleijadinho_Humanidade
Igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto (MG)

A Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto começou a ser construída em torno de 1765 e contou com a participação de grandes artistas como os famosos Alejaidinho e Manuel da Costa Ataíde, em local próximo à capela de Bom Jesus dos Perdões (hoje Mercês e Perdões). As obras só foram concluídas em 1806, e como em muitos outros casos muitos detalhes como o douramento de altares e retabuos só encontraram finalização em meados do século XIX, curiosamente em um período onde a exploração do ouro já tinha sucumbido.

A Ordem Terceira da Penitência de São Francisco era constituída essencialmente por homens brancos, sendo impedidos de ingressar na congregação aqueles que não apresentassem “limpeza de sangue”. O registro de admissão desta irmandade proibia-se o ingresso de quem fosse infamado de cristão novo ou de infecta nação ou pardo. Aos irmãos era concedido o direito de expulsar qualquer branco que se casasse com uma parda. Os estatutos eram pré-requisitos fundamentais para a distribuição de cargos públicos, títulos de nobreza, filiação em entidades religiosas ou ordens terceiras, bem como para o exercício do sacerdócio.

Arraial do Tijuco


Tratava-se de uma das aglomerações mais importantes de Minas Gerais. Não obstante, em razão de sua posição geográfica, o Tijuco situava-se no centro do distrito dos diamantes, zona estratégica e fortemente controlada, não se admitia ali nenhuma autoridade capaz de rivalizar com o poder dos intendentes locais.

Em 1831, o Tijuco foi elevado à categoria de vila, com o nome de Diamantina e, em 1838, à cidade com o mesmo nome (Ilustração: Vista panorâmica de Diamantina, cerca de 1944. Ilustração Percy Lau)

Provavelmente, não se quis promover no Tijuco a sede de paróquia a fim de evitar que o clero adquirisse demasiada importância dentro do Distrito Diamantino. O arraial tornar-se-ia sede de paróquia somente em 1819. Apesar disso, como as famílias mais ricas e prestigiosas da região viviam no Tijuco, diversas irmandades foram ali constituídas durante o século XVIII, muitas delas contando com templo e capelão próprios.

Ordem Terceira, São Francisco em Diamantina


Primeiro enclave diamantífero descoberto no Ocidente, o Distrito Diamantino teve no Arraial do Tijuco, atual Diamantina, o ponto de convergência de gentes de todas as partes da colônia, do Reino e da Europa que se aventuraram pelos sertões em busca das riquezas minerais na primeira metade do século XVIII. Como os outros núcleos urbanos mineiros, o Tijuco, que quer dizer lama, lodo, na língua tupi-guarani, nasceu com a descoberta de ouro e depois dos diamantes em afluentes do rio Jequitinhonha.

Como o ouro, os diamantes do Tijuco tiveram como destino Portugal e depois a Inglaterra, então a principal aliada dos portugueses na conturbada Europa do século XVIII. Em Portugal, essas riquezas financiariam os requintes da corte de Dom João V. Destruída por um terremoto em 1755, Lisboa teria também a sua reconstrução financiada pelo ouro e pelos diamantes. E, na Inglaterra, as riquezas mineiras dariam a sua decisiva contribuição para o brilho da própria revolução industrial.

Igreja da Ordem Franciscana, Diamantina (MG)

A pedra fundamental de sua própria igreja data de 1762, vinculada à padroeira franciscana da Imaculada Conceição, sediada no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, a Ordem dedicou seus primeiros anos à criação das bases administrativa e financeira.

É interessante que os terceiros tenham se instalado, inicialmente, não na igreja Matriz do padroeiro da povoação Santo Antônio, mas na capela da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e que, a irmandade rival dos carmelitas, já se encontravam congregados em sede própria.

A grande maioria dos irmãos era de origem portuguesa. A proporção pode ser avaliada por amostragem dos admitidos em 1763. Entre 53 deles, 41 vinham de Portugal e cinco dos Açores.

Estrada real_ Patrimônio _arquitetura_lighting design_barroco_Iphan_Monumenta_conservação_restauração
Altar-mor, São Francisco de Assis

Voltando aos anos 1760, pagamentos feitos nos primeiros anos indicam atividades para cumprimento do calendário festivo da Ordem, que tinha seu momento máximo na Semana Santa, em especial com a realização da procissão da Quarta-feira de Cinzas. A preparação das solenidades com toda a pompa ocupava os irmãos terceiros e consumia boa quantia de oitavas de ouro com licenças, música, sermões, ornamentação de andores e outros pormenores. Como na região central da capitania, eram altos os custos desses eventos, com gasto médio de 30 a 40 oitavas pela música e 20 oitavas por um sermão. Com isso, houve, também, a necessidade de se optar pela suspensão de festividades em favor da realização de obras, fato bastante comum em Minas, mesmo em caso de ordens terceiras e irmandades economicamente favorecidas.

Quanto às alfaias e à imaginária, em 1763, o mestre Silvestre de Almeida Lopes encarnou as imagens de Cristo, dos Bem Casados e de Santa Isabel por meia libra de ouro e, também, a imagem de São Francisco, pela qual recebeu 15 oitavas de ouro. No ano seguinte, elaborou pinturas para a procissão de cinzas por 26 oitavas e recebeu vários pagamentos, entre os quais o de oito oitavas, parte de maior quantia que a Ordem lhe devia.

As esmolas que entraram para obras em 1796 foram destinadas ao pagamento de José Soares de Araújo nos dois anos posteriores, totalizando 133 oitavas e sete vinténs, tudo por conta do que lhe deviam de pintura, ou seja, por trabalho já executado.

Estrada real_ Patrimônio _arquitetura_lighting design_barroco_Iphan_Monumenta_conservação_restauração
Forro da Capela-mor, do pintor José Soares de Araújo

Estrada real_ Patrimônio _arquitetura_lighting design_barroco_Iphan_Monumenta_conservação_restauraçãoA pintura do teto da capela-mor foi iniciada em 1782, ano em que José Soares de Araújo recebeu duas parcelas de pagamento nos meses de julho e dezembro, totalizando aproximadamente 134 oitavas de ouro. Um mês depois, em janeiro do ano seguinte, recebeu cem oitavas por conta da pintura e, em abril, mais 174 e três quartos em três datas diferentes, tudo por conta da pintura da capela-mor. Os trabalhos não sofreram interrupção e pagou-se ao artista nos meses de junho, setembro, outubro e início de dezembro do mesmo ano a vultosa quantia de 304 oitavas, incluindo a policromia e douramento do retábulo e certamente encerrando-se a decoração artística da capela-mor, uma vez que o pintor só viria a receber novos pagamentos dez anos depois.

Artistas músicos que trabalharam vários anos foram Ambrósio da Costa, Luís Sanches e Tomás de Aquino. Com relação à imaginária, várias imagens, como a de Santa Margarida de Cortona e a de Nossa Senhora da Lapa foram encomendadas fora, no Rio de Janeiro ou, talvez, em Portugal.

Foram comuns em vários anos os casos de irmãos que tomavam o hábito e, não cumprindo as obrigações, eram advertidos e prometiam emendar-se. Em paralelo à construção da capela e providências para regularização institucional, a Ordem se empenhava na cobrança de dívidas de irmãos inadimplentes e chegou, em 1780, após admoestações, à determinação de expulsão de alguns membros, inclusive participantes da mesa em anos anteriores, como Antônio Pinto de Miranda, Guilherme José Maynard e Rafael Pinto Vidal (arrematantes de varias obras na construção da igreja).

Forro da Sacristia, do pintor Caetano Luiz de Miranda

A pintura do forro da sacristia foi atribuída em estudos recentes ao pintor Caetano Luiz de Miranda que teve também participação na pintura da capela-mor. Trabalhou presumivelmente, portanto, em parceria com o guarda-mor José Soares de Araújo, assim como na nave de Nossa Senhora do Carmo. A originalidade desse forro junto à magnífica pintura da capela-mor do Senhor de Matozinhos serrano, constitui obra de notável criatividade, um dos pontos altos da arte brasileira do período rococó.

Livro de Estatutos da Ordem. Ilustração de Estanislau Antônio de Miranda

O pintor, até onde informa a documentação, não pertenceu à Ordem Terceira. Entretanto, Antônio Pinto de Miranda, também pintor, foi irmão e ocupou cargos na mesa, como o de vigário do Culto Divino. Mas, em 1780, junto com outros irmãos, teve sua expulsão determinada pelos membros da mesa por não cumprir compromissos financeiros assumidos. Tanto ele como Caetano e seu filho Estanislau fizeram desenhos para os Livros de estatutos da Ordem.

Quanto à policromia e douramento dos retábulos da nave, o pintor Esperidião Roiz da Cunha recebeu mais tarde, em 1839, 200 mil réis da pintura da capela.

A Ordem Terceira encontrava-se, portanto, em plena atividade no final do século XVIII e possuía credibilidade, como demonstram as numerosas solicitações de entrada de irmãos. Não era para menos, pois estava concluindo sua bela capela, ornada e paramentada mediante concurso artístico dos melhores mestres artistas e oficiais do distrito Diamantino, após mais de 30 anos de perseverança e determinação. A grandiosidade desse templo e seu destaque arquitetônico e paisagístico expressavam e legitimavam a consolidação e poderio da Ordem e de seus membros na hierarquia política e social do antigo Tijuco.

 

fonte:

  • A igreja de São Francisco de Assis em Diamantina – Selma Melo Miranda (1)
  • O barroco no brasil: arte e educação nas obras de Antonio Francisco Lisboa –
  • Jorge Pedro Barbosa Lemes (2)
  • http://portal.iphan.gov.br/

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *