Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade – Parte II

Transmitido de geração a geração, o Patrimônio Cultural Imaterial é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, o que gera um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana dos países.

As Baianas de Acarajé são verdadeiras construtoras do imaginário que identifica a cidade de Salvador, com suas comidas, sua indumentária, seus tabuleiros e suas maneiras de vender.

O Jongo do Sudeste é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores e dança coletiva praticada nos quintais das periferias urbanas nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. 

A Feira da cidade de Caruaru e o Frevo são duas distinções do estado de Pernambuco. O gênero musical surgiu no final do século 19 no carnaval, enraizado nas cidades de Recife e Olinda. Continue lendo “Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade – Parte II”

Igreja de Santo Antônio, Tiradentes (MG) – Parte III: Imaginaria da Matriz

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A Igreja Matriz de Santo Antônio, considerada uma das obras-primas do barroco mineiro, reúne um importante conjunto de imagens religiosas.

Toda a talha que reveste intensamente o arco cruzeiro, as ilhargas da capela-mor e o retábulo-mor pertencem à oficina de João Ferreira Sampaio, artista português do qual não se conhece outra obra e não se encontrou, até o momento, referência a outras obras nem em Minas, nem em Portugal.

Neste post vamos conhecer os diferentes altares laterais criados pelas diversas irmandades presentes na antiga Vila de São José do Rio das Mortes, atual cidade de Tiradentes. Continue lendo “Igreja de Santo Antônio, Tiradentes (MG) – Parte III: Imaginaria da Matriz”

Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte II: Historia e Fachada

Instalado na antiga Cadeia Pública da cidade de Tiradentes, o museu abriga 291 imagens de Sant’Ana, a santa protetora dos lares e da família, bem como dos mineradores. São obras brasileiras, de várias regiões do país, eruditas e populares, dos mais variados estilos e técnicas, produzidas em sua maioria por artistas anônimos, entre os séculos XVII e XIX.

O Museu de Sant’Ana, bem como o Museu do Oratório, em Ouro Preto e o Museu de Artes e Ofícios em Belo Horizonte estão vinculados ao Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG, fundado em 1998 e presidido por Angela Gutierrez. Continue lendo “Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte II: Historia e Fachada”

Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade – Parte I

O Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, de acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, adotada pela UNESCO em 2003 e ratificada pelo Brasil em 2006, é composto pelas práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu Patrimônio Cultural.

O processo de produção das Panelas de Goiabeiras conserva todas as características essenciais que a identificam com a prática dos grupos nativos das Américas e foi o primeiro bem cultural inscrito no Livro de Registro dos Saberes.

A tradição gráfica da etnia indígena Wajãpi do Amapá denominada Kusiwa aplica-se à decoração de corpos e objetos, envolvendo técnicas e habilidades diversificadas, como o desenho, o entalhe, o trançado, a tecelagem.

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré é uma celebração religiosa que ocorre em Belém do Pará. A festividade do Círio de Nazaré é chamada “quadra nazarena” corresponde ao traslado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré da Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha, local em que Belém nasceu, até a Praça Santuário, no bairro de Nazaré. Continue lendo “Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade – Parte I”

Igreja de São João Evangelista, Tiradentes (MG) – Parte II: O interior do Templo

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Esta igreja pertencia à Irmandade dos Homens Pardos, A capela abriga as irmandades do santo padroeiro São João Evangelista, de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora das Dores.

O conjunto de imaginária é constituído por excelente escultura, com policromia ao gosto rococó, certamente de um mesmo santeiro, devendo datar de fins do século XVIII ou início do XIX.

Em junho de 2016, foi realizada a entrega da obra de restauração artística e arquitetônica da Igreja de São João Evangelista, na cidade histórica mineira de Tiradentes, acompanhada de Missa de Ação de Graças promovida pelo Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes. Continue lendo “Igreja de São João Evangelista, Tiradentes (MG) – Parte II: O interior do Templo”

Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil: Lista Representativa e disciplinas nomeadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), autarquia do Ministério da Cultura, em especial por meio do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), é a instituição de referência para a atuação relativa ao Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil (PCI) no Brasil.

Durante 15 anos, o Iphan tem registrado patrimônios imateriais brasileiros. Englobam bens de natureza imaterial, incluídos aí os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade brasileira.

Dos 47 bens culturais imateriais brasileiros reconhecidos pelo IPHAN, 5 foram inscritos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

  • Samba de Roda do Recôncavo Baiano
  • Arte Kusiwa – pintura corporal e arte gráfica Wajãpi
  • Frevo
  • Círio de Nazaré
  • Roda de Capoeira

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Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte I: As coleções de Angela Gutierrez que deram origem a três museus em Minas Gerais

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Concebido de forma exemplar, a partir de critérios museológicos e museográficos que dialogam com a própria história do prédio, a antiga Cadeia Pública da cidade de Tiradentes, o Museu de Sant’Ana foi inaugurado em 2014.

O Museu de Arte Sacra Brasileira  abriga ao redor de 300 imagens de Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, santa protetora dos lares e da família, bem como dos mineradores.

Reunidas por Angela Gutierrez, presidenta do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), ao longo de quatro décadas de buscas e pesquisas, as peças constituem um acervo sem similar no país. Continue lendo “Museu de Sant’Ana, Tiradentes (MG) – Parte I: As coleções de Angela Gutierrez que deram origem a três museus em Minas Gerais”

Matriz de Santo Antônio, Tiradentes (MG) – Parte II: O interior dourado em Ouro

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O interior da matriz, consagrada a Santo Antônio. segundo cronistas de todos os tempos, asseguram que se trata da igreja mais bela e mais majestosa das Minas Gerais. Logo na entrada, é difícil não se impressionar com os lustres de prata e a quantidade de ouro que decoram o altar e suas imagens.

A matriz de Santo Antônio surprende pelo seu interior deslumbrantemente dourado. Esta igreja é considerada a segunda igreja em ouro do Brasil, sendo a primeira em Salvador, Bahia.

A capela-mor foi executada entre 1739-1741 pelo entalhador João Ferreira Sampaio. Ela é um dos mais admiráveis conjuntos de talha do Brasil. Continue lendo “Matriz de Santo Antônio, Tiradentes (MG) – Parte II: O interior dourado em Ouro”

MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II

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Todo mundo gosta de romance e ainda mais, de amores impossíveis. Pois bem, esta história tem todos os ingredientes de uma trama trágica, pois tendo data marcada para o casamento, o destino quis separar eles poucos dias antes da sagrada união. Por causa da Conjuração Mineira o poeta foi condenado ao exílio na África, sem nunca mais voltar a ver á namorada azarada, quem permaneceria solteira até o dia de sua morte.

Nesta segunda parte do post relacionado ao Museu Casa Tomás Antônio Gonzaga situado no casco histórico da cidade de Ouro Preto vamos a abordar o tão falado romance de Marília de Dirceu, personagens líricos dos poemas que Gonzaga dedicara a sua amada, Maria Doroteia.

Teve efeituado varias leituras ate achar a maravilhosa tese de Ana Cristina Magalhães Jardim (citada na fonte) para conseguir debelar os por menores de este romance, que conta com variadas e dissimiles versões, muito confusas e a maioria delas indocumentadas, fazendo muito difícil a tarefa de conseguir separar o mito da realidade. Continue lendo “MARÍLIA de DIRCEU: Casa Museu Tomás Antônio Gonzaga, Ouro Preto – Parte II”

Fortalezas em Santa Catarina: Os sistemas de defesa marítima do Brasil

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A Ilha de Santa Catarina era um ponto de defesa estratégico, localizada exatamente na rota entre a Espanha e suas principais colônias na América do sul, Buenos Aires Assunção. Nesse cenário, o conjunto de fortes da Ilha de Santa Catarina compôs à época um sistema defensivo para impedir uma provável invasão espanhola, que mais cedo ou mais tarde haveria de acontecer, como aconteceu de fato.

Construídas pela Coroa Portuguesa a partir de 1739, com a função de guarnecer a entrada da Barra Norte da Ilha, as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa foram projetadas por José da Silva Paes, brigadeiro, engenheiro militar e primeiro governador da capitania de Santa Catarina. As obras deram início ao sistema defensivo da Ilha, que posteriormente foi ampliado com outras dezenas de fortificações, como fortes, baterias e trincheiras.

O sistema de fortificações na Ilha de Santa Catarina garantia a posse do território defendendo-a contra qualquer nação inimiga, em especial, a Espanha e o apoio logístico entre o Rio de Janeiro (onde Portugal tinha o seu vice-reinado) e a parte sul do continente. Quatro fortalezas foram construídas inicialmente, entre 1739 e 1744, incluindo também a edificação da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, na Barra Sul.

Santa Catarina chegou a somar cerca de 40 fortificações até o início do século XIX. Porém, ainda na primeira metade daquele século, a maioria das construções já havia desaparecido, por arruinamento, abandono ou demolição. Mesmo o tombamento como patrimônio histórico brasileiro, em 1938, pelo Sphan, (atual IPHAN), não foi suficiente para assegurar a preservação ou a recuperação dessas construções. Continue lendo “Fortalezas em Santa Catarina: Os sistemas de defesa marítima do Brasil”