Igreja Santa Efigênia dos Pretos, Ouro Preto (MG) – Parte II: O Interior do Templo

A igreja pertence a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Freguesia de Antônio Dias. Segundo a tradição, existiu no local anteriormente uma ermida dedicada a Santa Efigênia, razão pela qual a atual igreja conserva as duas denominações.

A igreja demorou seis décadas para ser concluída e contou com o trabalho de diversos artistas, entre eles se destacam Manuel Francisco Lisboa (pai de Aleijadinho) e Francisco Xavier de Brito. No interior da igreja, chama a atenção o belo trabalho no altar e também a imagem de um papa negro pintado no forro, junto a outros elemento da cultura afro.

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OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte II: A imagem do Santo atribuída ao Aleijadinho

São Francisco de Paula é um dos templos mais recentes da cidade, ela foi a última a ser construída no período colonial. Construção iniciada em 1804 e terminada em 1878, ficou inteiramente concluída em 1904. A imagem de São Francisco de Paula que pertence à igreja é atribuída a Aleijadinho.

Miguel Antônio Tregellas era um respeitado marceneiro que possuía uma das maiores oficinas de marcenaria de toda a Província. Seus trabalhos, principalmente castiçais e oratórios, ornamentavam algumas das mais importantes Igrejas de Ouro Preto e outras cidades da região. Ele foi fundador do Liceu de Artes e Ofícios em Ouro Preto e autor dos retábulos laterais desta igreja. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São Francisco de Paula – Parte II: A imagem do Santo atribuída ao Aleijadinho”

MUSEU INHOTIM – PARTE IV: A controvertida vida de Bernardo de Mello Paz, o fundador do Museu Inhotim

O Museu Inhotim é considerado um dos maiores museus de Arte Contemporânea a céu aberto do mundo, inserido num majestoso jardim botânico que apresenta uma das maiores coleções de palmeiras da América do Sul. Inaugurado em 2006, o Inhotim hoje é conhecido internacionalmente pelas obras de Arte Contemporânea, que estão em completa harmonia com a natureza e dialogando com o meio ambiente.

Neste post vamos conhecer alguns detalhes da controvertida vida do fundador: Bernardo de Mello Paz. Continue lendo “MUSEU INHOTIM – PARTE IV: A controvertida vida de Bernardo de Mello Paz, o fundador do Museu Inhotim”

DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte I: A Irmandade dos homens pardos no antigo Arraial do Tijuco

A pequena igreja em tons de azul e branco está escondida entre as ruas apertadas de Diamantina. Com torre única no centro e fachada delicadamente decorada com peças de madeira. A Irmandade dos Homens Pardos do Arraial do Tijuco, em 1756 foi autorizada a erigir sua própria capela, dedicada à Nossa Senhora do Amparo. As obras estendidas até 1776, teve seus ornamentos executados pelo artista Silvestre de Almeida Lopes, quem foi membro da ordem.

Ainda na época do império, a igreja recebe o título de Capela Imperial e ostenta na portada um emblema com as armas imperiais. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja Nossa Senhora do Amparo – Parte I: A Irmandade dos homens pardos no antigo Arraial do Tijuco”

MUSEU INHOTIM – PARTE III: As origens da Fazenda Ihotim

A mineração em América latina tem antecedentes desde a época da colônia com a exploração de ouro e diamante, sempre relacionada ao outorgamento de terras suspeitas e vantajosas para personalidades e empresas estrangeiras. Uma vez acabado os ciclos do ouro e diamante a exploração fez foco em outros minerais como o ferro e cobre.  Por sua vez, a Fazenda Ihotim é o caso de outras tantas vazias esgotadas que viraram interesse de uma nova modalidade comercial relacionada ao mercado imobiliário.

Laura Amaral Faria traz na sua tese uma visão histórica de esse fato no Brasil, detalhando os entulhos entorno à exploração do Quadrilátero Ferrífero Mineiro e a participação de Bernardo de Mello Paz, o fundador do Instituto Inhotim, nesse processo.

Por vez, neste post acompanharemos o trabalho fotográfico de Miguel Rio Branco (1984), quem dedicou sua vida ao trabalho e estudos artísticos, se envolveu com pintura, fotografia e cinema, percorreu e viveu nas Américas e na Europa. Teve seus trabalhos reconhecidos internacionalmente, como no Grande Prêmio da Primeira Trienal de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Prêmio Kodak de la Critique Photographie. Suas obras foram expostas em grandes cidades, como Paris, Veneza, Nova Iorque, Frankfurt, São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje ainda possui obras em acervos de diversos museus. Dentre eles, estão o Centro George Pompidou, o Metropolitan Museum of New York, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Instituto Inhotim, em Minas Gerais. Continue lendo “MUSEU INHOTIM – PARTE III: As origens da Fazenda Ihotim”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte II: As magnificas pinturas no forro do templo

O início da construção da Igreja de São Francisco de Assis data de 1762. A execução do programa litúrgico-ornamental do seu interior passou a mobilizar os terceiros franciscanos a partir dos fins dos anos 1770, naturalmente sem descuido dos demais aspectos da obra.

Com apenas uma torre lateral e detalhes em cores fortes, a igreja chama a atenção pelo belo interior, onde é possível ver as incríveis pinturas da capela-mor e da sacristia; de José Soares de Araújo e Caetano Luiz de Miranda, dois grandes nomes da arte sacra mineira. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte II: As magnificas pinturas no forro do templo”

OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte III: Depois de permanecer 20 anos fechada a igreja foi integramente restaurada

É incrível imaginar que a restauração de uma igreja representativa de uma cidade pertencente ao Patrimônio da Humanidade levara 20 anos em se concretizar. Finalmente em setembro de 2010 foram empreendidos esforços pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pela Paróquia de Nossa Senhora do Pilar (através do Museu de Arte Sacra) e pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto, para viabilizar a restauração desse importante monumento.

Sob o patrocínio do Banco (BNDES) e do World Monuments Fund (WMF), os trabalhos de restauração arquitetônica foram executados pela empresa Hexágono Consultoria e Engenharia Ltda. Em dois anos tão só, a equipe técnica de restauração liderada pela arquiteta Deise Cavalcanti Lustosa conseguiu devolver todo o esplendor desta magnifica obra de arte do barroco mineiro. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte III: Depois de permanecer 20 anos fechada a igreja foi integramente restaurada”

OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte II: A Igreja dos Artistas

Em Vila Rica o ensino de arte não era feito em escolas ou academias, mas praticado durante a execução e dentro das oficinas de obra. Enquanto o artesão trabalhava como aprendiz, sob orientação de seu mestre, adquiria os conhecimentos técnicos e estéticos próprios àquele oficio. Estes grupos de artistas estava conformados em sua grande maioria por “Homens Pardos”, que contavam por sua vez com escravos na conformação de sus equipes de trabalho.

Sendo São José o santo venerado como o protetor dos carpinteiros, marceneiros, escultores, pintores, enfim, daqueles que trabalham com a madeira/pedra, etc., eles constituíam a mão de obra indispensável na construção arquitetônica de edifícios civis e templos, desde os esteios até a sua decoração.

Neste post vamos conhecer o interior desta bela igreja de torre única, a casa religiosa dos artistas da antiga Vila Rica. Continue lendo “OURO PRETO (MG): Igreja de São José – Parte II: A Igreja dos Artistas”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte IV: Sarau de Arte Miúda

Diamantina é conhecida como a cidade musical de Minas Gerais. O historiador Erildo Antônio Nascimento de Jesus, diz que em todas as famílias da cidade existe pelo menos um músico, e não é à toa que também é conhecida como a “Capital Brasileira da Seresta”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, Diamantina recebe cerca de 150 mil turistas por ano. A Vesperata é outro atrativo musical que o turista não pode perder. O show acontece ao ar livre, na Rua da Quitanda, no centro histórico da cidade com a particularidade de que os músicos se posicionam nas varandas dos velhos casarões.

Mas sem duvidas uma das grandes surpresas na minha visita a Diamantina foi assistir o “Sarau de Arte Miúda” que acontece na belíssima Igreja São Francisco de Assis. Um local diferente, um show diferente, representado por alunos da Escola de Arte Miúda a apresentação mixtura a intervenção de magníficos músicos instrumentistas, o coral de jovens e desfile de figurinos da época colonial. Um momento inesquecível, digno de recomendação. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte IV: Sarau de Arte Miúda”

DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte III: A irmandade franciscana no Brasil

Embora a ordem franciscana tenha vindo com Cabral oito frades e o superior frei Henrique de Coimbra, que aqui celebrou a primeira missa, a Ordem só foi instalada permanentemente em 1585.  Chegam a São Paulo (em 1640) e bem mais tarde nas Minas Gerais só a partir das chamadas Ordens Terceiras; Ouro Preto (1746), Mariana (1748) e São João del-Rei (1749).

No Arraial de Tijuco (atual Diamantina em 1762), ao igual que suas antecessoras construíram belíssimo templo ornamentado com os trabalhos dos artistas mais destacados da época. Sendo uma irmandade constituída exclusivamente pelos homes brancos mais abastados da sociedade representou uma das associações religiosas leigas de maior destaque no período colonial, especialmente em Minas Gerais. Responsável pela agremiação de alguns dos mais proeminentes indivíduos, este grupo teve influência marcante na composição estrutural da sociedade mineira, reforçando valores hierárquicos e garantindo aos seus membros posição de destaque. Continue lendo “DIAMANTINA (MG): Igreja São Francisco de Assis – Parte III: A irmandade franciscana no Brasil”